Mercado japonês não implicará no fim da crise
A abertura do mercado japonês para a carne suína catarinense não irá significar o fim imediato da crise da suinocultura. A afirmação é do presidente do Instituto Nacional da Carne Suína, INCS, Wolmir de Souza. O mercado asiático deu o sinal verde para a compra do produto catarinense no início desta semana e o fato gerou alívio para o setor. Os produtores de suínos atravessaram um período de forte crise no primeiro semestre desse ano. Com o aumento na remuneração, o setor começa a demonstrar reação.
O presidente do Instituto Nacional da Carne Suína, Wolmir de Souza, diz que o momento, apesar das perspectivas, deve ser de cautela. Para ele, a conquista do Japão não passa de um reconhecimento do status sanitário diferenciado conquistado por Santa Catarina, nos últimos anos. Observa que é uma oportunidade de compra em larga escala. Souza completa que a quantidade sinalizada e o tempo para comercialização não significam um fim imediato para a crise que se instaurou no setor no primeiro semestre desse ano.
Por outro lado, Wolmir de Souza observa que a falta de milho no mercado poderá atrapalhar as pretensões de Santa Catarina em aumentar a exportação de carne suína para o mercado asiático. Ele diz que é o ponto contraditório nesse cenário de perspectivas de abertura de novos mercados. Explica que a grande demanda pelo milho no exterior gera desabastecimento no mercado interno, cujos preços incompatíveis travam a produtividade.
ICMS
O Governo do Estado prorrogou por mais 30 dias a isenção da taxa de Imposto de Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços Interestadual (ICMS) para a saída de suínos vivos e de carne suína fresca, resfriada ou congelada. A medida entrou em vigor no dia 16 de julho para auxiliar a cadeia produtiva que estava sendo afetada pela forte crise. A prorrogação terá validade até o dia 30 de setembro. O pedido para a postergação da isenção da taxa do ICMS para a suinocultura foi um pedido da Secretaria de Estado da Agricultura.