Mesmo com aumento, suinocultores alegam não ter lucratividade
Mesmo com os aumentos sistemáticos no valor do quilo vivo pago ao produtor, verificados nas últimas semanas, o cenário econômico dos suinocultores de Santa Catarina praticamente é o mesmo./ A afirmação é do presidente da Associação Catarinense de Criadores de Suínos, ACCS, Losivânio de Lorenzi./Ele atribui isso à alta do Dólar. Nos últimos dias, a moeda norte-americana chegou a romper a marca dos R$ 4,00.
Em entrevista à Rádio Aliança, Losivânio afirmou que o produtor de suínos está convivendo com um “empate técnico” entre custo de produção e lucratividade. Ele diz que o milho e a soja, usados para a alimentação dos suínos, são cotados em Dólar. Completa que toda a linha de medicamentos e outros suprimentos, a maioria importados, também têm suprimentos balizados pela moeda dos EUA. "Se analisarmos a média do ano, não tivemos lucro. A rentabilidade ficou praticamente igual ao custo de produção", diz.
Com a proximidade das festas de fim de ano, Losivânio acredita que o mercado possa proporcionar novos reajustes. O preço pago pelo quilo vivo do suíno, em média, é de R$ 3,20.