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Mobilização para conquistar atendimento cardíaco pelo SUS

Data 18/02/2016 às 09:01
Atualmente a referência em alta complexidade está em Xanxerê
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A exemplo da luta pela referência em Oncologia, o que possibilitaria o atendimento de pacientes com câncer pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em Concórdia, a Câmara de Vereadores inicia um novo debate e consequentemente uma mobilização na área da saúde. Desta vez, a busca será pelo atendimento cardíaco. Atualmente a referência em alta complexidade está em Xanxerê, forçando o deslocamento dos pacientes para aquela cidade, mesmo tendo uma estrutura e profissionais aptos ao atendimento aqui em Concórdia.

A convite do vereador Jaderson Miguel (PSD), o médico cardiologista Fernando Bernardi e a gerente de Saúde, Lurdes Mariza Foscarini, participaram de um debate em torno do assunto durante o grande expediente da sessão da Câmara de quarta-feira, 17. Também foi convidado o secretário Municipal de Saúde, Alessandro Vernize, que devido a outro compromisso em Florianópolis não pode participar da discussão no Legislativo. Os dois convidados demonstraram a vontade de oferecer o serviço no município, além do anseio da comunidade, que teria mais conforto e segurança em ser atendido no próprio município ou em um hospital mais próximo, no caso da região.

Fernando Bernardi informou que há três meses Concórdia conta com o serviço de hemodinâmica e profissionais qualificados na área. “Agora precisamos encontrar uma possibilidade de atender os pacientes aqui, sem precisar transferir para outro município”, afirmou o médico, ressaltando que o paciente com infarto precisa de um atendimento rápido e que alguns minutos pode fazer a diferença na recuperação. “No caso do cateterismo, o ideal seria fazer em até 90 minutos e nesse tempo não é possível fazer a transferência. Então a alternativa é usar medicação e manter na UTI, mas o resultado não é o mesmo”, explica Fernando. São registrados entre 10 e 15 pacientes com infarto a cada mês em Concórdia.

Alternativa

O médico disse que sabe da dificuldade em conquistar uma referência, mas que deve existir uma alternativa para fazer apenas alguns atendimentos. “Sabemos que Lages tinha uma situação semelhante, precisando encaminhar pacientes para Jaraguá do Sul. Lá eles conseguiram um convênio para realizar alguns atendimentos. Se lá foi possível é porque existe um caminho e precisamos encontra-lo”, destacou.

Estrutura

A gerente de Saúde informou que o Estado orienta para seguir a portaria que se refere ao atendimento. O documento cobra, como critério para referência, a instalação de uma estrutura completa, capaz de atender cirurgias cardíacas. Porém, diferentemente da Oncologia, não estabelece número mínimo de população. “Temos que envolver a parte política para nos mobilizar”, destacou Lurdes Mariza.

Mais fácil

Os vereadores Artêmio Ortigara (PMDB), Arlan Guliani (PT), Leocir Zanella (PPS), Edilson Massocco (PMDB), Ruimar Scortegagna (PT) e Jaderson Miguel (PSD) se pronunciaram no debate. O entendimento de todos é de que a situação parece menos burocrática do que a Oncologia, mas que vai precisar de muita pressão política e popular para a conquista. (Ascom Câmara de Vereadores Concórdia) 

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