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Moradores fazem mobilização e pedem justiça

Data 31/05/2018 às 13:45
Há um ano 18 famílias tiveram que deixar as residências nas ruas Victor Sopelsa e Horácio Sandi
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Ato foi realizado no início da tarde desta quinta-feira / Fotos: Analu Slongo
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“Queremos nossas casas, queremos nossas casas! Justiça, justiça, justiça!”. Esses foram os pedidos dos moradores que tiveram que deixar as residências nas ruas Horácio Sandi e Victor Sopelsa durante mobilização realizada no início da tarde desta quinta-feira, 31 de maio. Há exatamente um ano 18 família deixavam as residências em função do deslizamento de terras que ocorreu em Concórdia em maio do ano passado, por causa do grande volume de chuvas.

 

O que as famílias mais querem é agilidade nas definições judiciais para saber se poderão voltar às residências ou se terão os imóveis indenizados. Há um ano o local permanece interditado e algumas famílas já realizaram várias mudanças. 

 

O morador Elizandro Tavares diz que não estão recebendo o valor de R$ 1 mil do auxílio-moradia de forma integral, o que dificulta ainda mais a situação. “Esperamos que a perícia seja realizada o mais rápido possível para termos um pouco de paz em nossas vidas”, pontua.

 

A perícia judicial será contratada pelo Ministério Público, que já abriu o pregão eletrônico. Segundo a promotora Francieli Fiorin, duas empresas demonstraram interesse, mas não conseguiram avançar na fase de habilitação técnica. Agora está na etapa de recursos e, caso elas não consigam comprovar o acervo técnico, será preciso fazer uma nova licitação. Desta forma, não há data definida para que a perícia seja realizada.

 

Sem esse levantamento não há como avançar na solução deste problema. “Além de identificar os responsáveis, a perícia vai mostrar quais são as consequências reais deste deslizamento”, pontua a promotora. Ela também diz que essa análise vai determinar o que deverá ser feito com as casas que estão interditadas.

 

Os moradores gostariam de ser indenizados pelos prorprietários do terreno que deslizou, alegando que não sentem segurança em voltar para lá. "Era uma rua tranquila e todos os vizinhos se conheciam. Hoje não vamos mais encontrar um local assim. Era um lugar que deixa saudades", desabafa a moradora Elisângela Bruniera. 

 

 

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