Morte de advogado concordiense. Seis são indiciados pelo crime
A Polícia Civil encerrou nesta sexta-feira o inquérito que investiga a morte do advogado natural de Concórdia, Roberto Caldart, 42 anos, em 24 de maio deste ano em Palhoça. O delegado Marcelo Arruda concluiu que houve lesão corporal seguida de morte, crime pelo qual serão indiciados seis dos sete envolvidos no caso: o empresário Rubi de Freitas e os policiais militares soldados Gilberto Apolinário, Fabiano Roberto Vieira e Lucas Ricardo da Silva, cabo Jairo Lima Junior e sargento Vanderlei Bento da Costa.
Os seis e também o detetive particular Juliano Cleberson Campos, que não teria participado da agressão em si, serão indiciados ainda por exercício arbitrário das próprias razões (o popular fazer justiça com as próprias mãos).
No detalhamento do inquérito, o delegado revela também que quem deu o soco que resultou na morte de Caldart foi o cabo Jairo Lima Junior. A conclusão da investigação já foi encaminhada ao Fórum de Palhoça e agora cabe ao Judiciário remeter ao Ministério Público para analisar se será feita denúncia e se serão solicitadas novas diligências.
— A lesão corporal seguida de morte tem pena de quatro a 12 anos de prisão e os seis responderão pelo mesmo crime. A participação mais direta na agressão, que tem os detalhes no inquérito, é que vai fazer a diferença no tamanho da pena de cada um — explica Arruda.
O que dizem as defesas dos envolvidos
Leoberto Baggio Caon, advogado de Rubi de Freitas, disse que a conclusão do delegado condiz com o que ocorreu em Palhoça e afirmou que, caso o Ministério Público tente retomar a tese de homicídio qualificado, vai recorrer da decisão na Justiça para desqualificar a hipótese.
— O delegado concluiu um inquérito trabalhoso e longo e viu que não é homicídio. Se o promotor não seguir essa linha, vamos ao Tribunal — destacou, informando ainda que na segunda-feira entrará com pedido de liberdade para Rubi.
PMs se apresentaram como policiais civis no episódio que acabou com a morte de advogado em Palhoça
Osvaldo Duncke, advogado de Juliano Cleberson Campos; Handerson Laerte Martins, advogado dos soldados Gilberto Apolinário, Fabiano Roberto Vieira e Lucas Ricardo da Silva; e Paulo Roberto Pereira, advogado do cabo Jairo Lima Junior e do sargento Vanderlei Bento da Costa, não foram localizados até a última atualização desta reportagem. (Diário Catarinense)