Antigas
Motorista de Concórdia
Concordiense sofre mal súbito na SC-150
O Corpo de Bombeiros de Capinzal foi acionado por volta das 15h50min deste domingo, 27, por um morador da comunidade de Santa Bárbara, Ouro, informando que na SC-150, havia ocorrido uma saída de pista envolvendo um veículo Jetta placa MFB 9966 de Concórdia que fazia sentido Ouro/Lacerdópolis.
Chegando ao local foi constatado que após passar mal e perder a consciência, o motorista de inicias G.M.R. (29 anos) saiu da pista, parando na vala do acostamento.
O comunicante, que reside próximo do local, informou que o carro ainda estava ligado e com o câmbio no ponto neutro (ou morto). O jovem estava suando e com um pouco de sangue saindo da boca. Aos poucos ele foi voltando a si e informou sofrer desde 2006 de um distúrbio da função plaquetária, Trombastenia Glanzmann.
"Comecei a passar mal, lembro que a última coisa que fiz foi colocar o câmbio no ponto neutro só acordei quando os bombeiros estavam me atendendo" relatou o motorista.
Apesar de estar com a pressão um pouco alta, nenhum ferimento foi constatado e o carro teve apenas alguns riscos na lateral direita. A corporação de bombeiros tentou convencer o condutor a fazer uma avaliação médica, porem o jovem afirmou estar bem e que seguiria viagem.
Por sorte a saída de pista aconteceu em uma reta e ninguém passava pelo acostamento na hora do fato.
Trombastenia de Glanzmann
O impacto na qualidade de vida da pessoa com Trombastenia de Glanzmann é notório, são comuns sentimentos de insegurança e frustração tanto para o portador da doença como para os que o rodeiam. Visto ser uma doença de caráter raro, existem lacunas no conhecimento quanto ao seu diagnóstico, tratamento e prognóstico e há muito pouca informação escrita disponível para as pessoas que são afetadas. Apesar de se tratar de um distúrbio crônico, ou seja, para toda a vida, trata-se de uma doença associada a uma baixa mortalidade devido à hemorragia.
Previamente, é necessário analisar um conceito base que nos permite compreender o processo da Trombastenia de Glanzmann no organismo. Referimo-nos, respectivamente, ao processo de coagulação. O sangue é constituído por quatro elementos: glóbulos vermelhos ou hemácias, glóbulos brancos ou leucócitos, plaquetas e o plasma. Os dois elementos do sangue que protagonizam a coagulação são o plasma e as plaquetas.
Quando uma hemorragia começa, as plaquetas são ativadas, agregam-se e aderem ao local lesado com o objetivo de formar um coágulo. Por outro lado, o plasma contém os fatores necessários que estabilizam esse coágulo. Basta estar em falta qualquer um dos fatores para o processo de coagulação ser afetado.
Na dimensão dos distúrbios hemorrágicos, a Trombastenia de Glanzmann apresenta uma deficiência na coagulação sanguínea. Afeta a capacidade das plaquetas sanguíneas se agregarem em torno da região lesada.
Geralmente, as plaquetas estão presentes em quantidade normal, mas são incapazes de funcionar normalmente. Mais especificamente, o distúrbio decorre pela deficiência de uma proteína na superfície das plaquetas - a Glicoproteína IIb / IIIa. Esta proteína é necessária para que as plaquetas se agreguem e assim, estanquem a hemorragia. A doença assume três níveis de gravidade, dependendo do nível de deficiência da proteína anteriormente mencionada. A quantidade da proteína define a gravidade. Se assume um valor abaixo de cinco por cento do valor considerado normal, corresponde ao Tipo I - grave, entre cinco e vinte por cento, Tipo II - gravidade moderada, e superior cinquenta por cento ao Tipo III - gravidade leve.
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