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MP pede nova diligência

Data 21/01/2014 às 16:43
Inquérito sobre aposentada que caiu de janela em Piratuba é devolvido pela promotora Karla Meneghotto
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O Ministério Público da comarca de Capinzal devolveu na última sexta-feira (17) à Polícia Civil o inquérito que apura a morte da aposentada Clotilde Pires da Silva, de 70 anos. Segundo o responsável pela Delegacia de Polícia de Piratuba, Stelmar Márcio Senger, o inquérito foi concluído e entregue ao MP no dia 7 de junho de 2013. 

Senger comenta que houve demora devido à solicitação de perícias ao Instituto Geral de Polícias (IGP) e diligências. Segundo ele, todas as testemunhas foram ouvidas, cerca de 25 pessoas, incluindo as arroladas pela filha da vítima, que suspeita que a mãe tenha sido assassinada. 

No retorno à delegacia, a promotora de Justiça Karla Bárdio Meirelles Meneghotto determinou que novas diligências sejam feitas pela polícia. Foram solicitadas informações a respeito da certidão de casamento da vítima, de uma apólice de seguro que supostamente existe em nome dela e informações relacionadas à Previdência Social (INSS). Senger destaca que pretende encaminhar todas as informações de volta ao Judiciário em no máximo duas semanas. 

Entenda

A aposentada morreu no dia 24 de setembro de 2012 após ter caído da janela da cozinha na casa onde morava em Piratuba, na rua 1º de Maio. Perícia toxicológica feita pelo Instituto Médico Legal (IML) de Joaçaba detectou a presença de cocaína no sangue da vítima. O detalhe que chama a atenção é que Clotilde Pires da Silva tinha 70 anos. 

A janela da cozinha tinha uma altura de 6,5 metros. A vítima estava inconsciente, apresentava fratura na perna esquerda, um corte profundo na face, além de suspeita de traumatismo crânio-encefálico e hemorragia interna. Ela foi encaminhada às pressas a Unidade de Saúde de Piratuba, mas não resistiu. O fato de haver cocaína no sangue da vítima levantou dúvidas de familiares quanto às circunstâncias que levaram à morte da aposentada. A filha da vítima, Marilu Pires da Silva, de 42 anos, diz estar intrigada com o ambiente em que ocorreu a queda. 

Para ela, o fato de ter sido encontrado vestígio de entorpecente reforça a tese de que a mãe foi empurrada da janela, e não caído acidentalmente com vem sendo levantado. Exame cadavérico realizado pelo IGP revelou que a aposentada apresentava diversas fraturas pelo corpo, muitas, incomuns em casos de queda de altura. Ela afirma que havia muito sangue espalhado pela casa, o que pode evidenciar que ela tenha sido agredida antes da suposta queda. Segundo Marilu, próximo à janela havia uma mesa com um balde e um pano, sem cadeira, o que dificultaria muito a subida dela à mesa devido à idade. 

Um pé-de-cabra com manchas de sangue e vestígios de cabelos também teria sido encontrado na casa. Ela também estranha o fato de que ao chegar à casa encontrou o portão e a porta da casa fechados. A filha revela que no dia da morte ligou por volta das 11h30 para a mãe que teria dito, em baixo tom de voz, que precisava conversar com a filha e que iria à casa dela ao meio-dia e meia, o que acabou não acontecendo. Clotilde Pires da Silva morava com o companheiro.
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