Mudança no Fies pode prejudicar estudantes catarinenses
Em Santa Catarina, há 47.662 estudantes que dependem do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) para garantir os estudos no ensino superior. As universidades e faculdades ligadas ao Sistema Acafe ou à Associação das Mantenedoras Particulares da Educação Superior de Santa Catarina (Ampesc) tem, em média, entre 20% e 45% dos alunos beneficiários do fundo. Pois é justamente a esses 47 mil alunos que estão preocupados com as novas regras do Fies e com o corte de orçamento estabelecido pelo Ministério da Educação (MEC) nesta semana.
Até quinta-feira, dia 12, universidades que reajustaram o valor das mensalidades em mais de 4,5% foram bloqueadas no sistema do Fies para atualização dos contratos. Com isso, os alunos não conseguiam revalidar o cadastro para garantir os créditos no primeiro semestre de 2015. Após pressão dos alunos e das universidades, o MEC elevou, na sexta-feira, o teto de permissão de reajuste das mensalidades para 6,4%.
O problema é que em Santa Catarina quase todas as 16 universidades ligadas à Acafe tiveram reajuste de 6,5% a 8%, considerando custos reais de inflação, energia elétrica e aumento salarial. Então essas instituições, cujos reajustes são superiores ao teto estabelecido pelo MEC, terão de justificar ao ministério as causas do aumento dos valores, para tentar a liberação do sistema.
A questão ainda está indefinida. Para tentar reduzir o risco de os estudantes perderem o semestre, o presidente da União Catarinense dos Estudantes (UCE), Yuri Becker dos Santos, afirma que a entidade pretende obter garantias da Acafe e da Ampesc para assegurar a matrícula de alunos cujos cursos estiverem em processo de justificativa do aumento junto ao MEC. A preocupação é a bola de neve que o processo possa gerar, caso a universidade precisar justificar.
Fonte:DC