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Multiplicando Cidadania pelo fim da violência contra a mulher

Data 07/10/2014 às 11:35
Curso aplicado na BRF formou disseminadores da não violência
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Tudo pela paz e harmonia no lar. Esta é a grande intenção do “Projeto Multiplicando Cidadania - curso de Formação para Multiplicadores pelo Fim da Violência Doméstica”, que foi aplicado pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher na empresa BRF e que encerrou na segunda-feira, dia 6, em Concórdia. “A primeira experiência foi no Presídio Regional, onde trabalhamos diretamente com detentos acusados de agressão. Mas, nesta segunda edição, o curso foi direcionado a multiplicadores, treinando 25 funcionários da empresa BRF, que vão disseminar a cultura da não violência entre os colegas e também no meio em que vivem”, explicou a presidente do Conselho, Gina Pontes Vilas Boas.
 
Neste último módulo do curso, a enfermeira Genair Bogoni e a psicóloga Rozana Orsolin falaram sobre a violência sexual. “No Brasil, somente o SUS (Sistema Único de Saúde) atende duas mulheres por hora, vítimas de violência sexual”, disse Genair.  Segundo dados colhidos pela enfermeira, o agressor não é desconhecido em mais de 60% dos casos, sendo pai, padrasto, namorado, amante, vizinho, irmão ou avô da vítima. Ela destaca ainda as consequências para a vítima, que vão de depressão até tentativa de suicídio. “Sem contar que, em muitos casos, são contaminadas por vírus como HIV, Hepatites e DSTs”. Para a psicóloga Rozana, a violência se rompe pelo empoderamento da mulher. “Ela tem que se conscientizar de que pode se virar e viver sozinha”.
 
Para o gerente industrial da BRF em Concórdia, Alejandro Almirón, é preciso treinar as pessoas para detectar problemas de violência, não só no ambiente de trabalho como no lugar onde vivem ou frequentam, para poder ajudar. “Às vezes, temos pessoas próximas a nós que estão sendo vítimas de violência e é preciso estar preparado para ajudar, dar acompanhamento, apoio e encaminhar para orientação especializada”. A assistente social do setor de Recursos Humanos da BRF, Solange Barrichello, acredita que o grupo de funcionários saiu mais fortalecido para enfrentar os casos que aparecem na sua vida em sociedade. “Se cada cidadão fizesse sua parte, denunciando, a violência diminuiria muito. Não podemos ficar calados e nos fazer de cegos”.
 
Um dos integrantes do grupo de funcionários da BRF, Luis Fernando Wolke, disse que aprendeu muito com o curso. “Para mim, foi uma base para entender muitas situações que vivenciamos e saber orientar melhor, entendendo o sentimento das pessoas”.
Dados levantados pelo Conselho informam que a cada 15 segundos, uma mulher é agredida no Brasil. A maior causa de morte de mulheres entre 16 e 44 anos é a violência doméstica. O Projeto Multiplicando Cidadania embasa-se no artigo 30 da Lei Maria da Penha, que prevê ações de orientação voltadas à mulher em situação de violência, ao agressor e aos familiares. Um trabalho de prevenção, reconhecido como um método eficaz para coibir, prevenir e reduzir a reincidência da violência doméstica contra a mulher, sendo esta uma alternativa para minimizar e interromper o ciclo da violência.

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