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Município teria condições de assumir abastecimento de água em Concórdia

Data 05/05/2016 às 13:45
Estudo de viabilidade técnica e econômica foi apresentado na manhã desta quinta-feira
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A Administração Municipal de Concórdia recebeu na manhã desta quinta-feira, 5 de maio, o Estudo de Viabilidade Técnica e Econômica dos Sistemas de Abastecimento de Água e de Esgotamento Sanitário do Município. A equipe técnica da empresa Ampla Consultoria e Planejamento, de Florianópolis, fez a análise de como está a situação da Casan atualmente e projetou investimentos para os próximos 30 anos.


 
O engenheiro sanitarista e ambiental da Ampla, Paulo Vila, apresentou as informações à equipe do governo, imprensa, vereadores e representantes de entidades. O estudo com análises técnicas e econômicas mostra que o sistema de abastecimento de água e de esgotamento sanitário do município é viável em longo prazo. "Até o 5º ano, quem operar o serviço vai trabalhar com fluxo negativo de R$ 45 milhões, mas a partir do 13° ano o fluxo será de R$ 286 milhões positivos", destacou o engenheiro.


 
O prefeito de Concórdia, João Girardi, disse que entende que a Administração Municipal tinha o dever de apresentar um estudo detalhado sobre a Casan e o sistema de abastecimento de água e tratamento de esgoto do Município. "Prestar esses serviços com qualidade é fundamental para a saúde pública e desenvolvimento econômico. Contratamos um estudo porque a Casan deixou de cumprir com muitas das obrigações acordadas", enfatizou.


 
O vice-prefeito Neuri Santhier, que também preside o Conselho Municipal de Desenvolvimento Sustentável, disse que agora, com informações seguras, esse assunto será amplamente debatido com a sociedade concordiense. "Vamos organizar várias audiências públicas porque queremos passar segurança à sociedade sobre o que vai ser feito com o abastecimento de água e o tratamento de esgoto em Concórdia. Além disso, a partir de agora os debates estarão baseados em dados concretos e não em opiniões", afirmou Neuri Santhier.

 

 O vice-prefeito afirmou ainda que o município teria condições de contrair financiamentos internacionais para gerir o sistema e fazer todas os investimentos necessários, porém esta decisão devrá ser tomada depois que a comunidade opinar sobre a questão.

 

Sobre o estudo
 
O material mostra uma análise detalhada sobre a situação financeira da Casan (receitas e despesas), qualificação da mão de obra e necessidade de investimentos. O documento também ajuda a nortear se vai ser mais viável futuramente fazer uma concessão do sistema de abastecimento de água e tratamento de esgoto, criação de uma autarquia municipal ou gestão compartilhada. O estudo também mostra os pontos positivos, negativos, dificuldades e riscos de cada um dos modelos apontados. O atual contrato de concessão com a Casan tem validade até 2020.

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