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Municípios podem estar ganhando menos royalties do que deveriam

Data 07/05/2015 às 18:00
MAB diz que área de terra alagada é maior do que foi registrado pela Eletrosul.
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Ilustração.
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Os municípios lindeiros ao lago da Usina Hidrelétrica de Itá podem estar deixando de ganhar mais dinheiro do repasse dos royalties da geração de energia elétrica. A afirmação é do Movimento dos Atingidos por Barragens, o MAB. O motivo são os problemas que a entidade está levantando com os produtores rurais e proprietários de imóveis que foram totalmente ou parcialmente alagados com o enchimento do reservatório. De acordo com o movimento, a Eletrosul indenizou essas famílias de acordo com a área de terra que foi alagada. Porém, em novos estudos recentes, constatou-se que essa área de terra que ficou submersa é maior em alguns casos, em relação ao que foi indenizado.

Como os municípios recebem o royaltie conforme o montante de área alagada para a produção de energia, existe a possibilidade de que as Prefeituras estejam ganhando menos dinheiro do que deveriam. O assessor jurídico do MAB, Alvenir de Almeida, em entrevista ao Debate Aliança, confirmou essa hipótese. "De fato, o que os municípios estão recebendo é inferior do que deveriam receber. A quantia de problemas que ficaram após isso tudo torna esses valores insignificantes", aponta. Almeida diz que uma nova audiência pública está sendo buscada junto à Tractebel, em Concórdia, para debater o assunto.

Conforme Gilberto Romani, coordenador regional do MAB, além da diferença para mais entre o volume de terra que foi alagado e indenizado e o que foi efetivamente alagado pelo reservatório, os produtores alegam que muitas propriedades ficaram inviabilizadas economicamente em função da criação de áreas de preservação permanente. "Em alguns casos, a mata ciliar em redor do lago chega à 100m e isso consome boa parte da propriedade", pontua Romani. A necessidade de relocação de estradas, qualidade da energia elétrica e o esvaziamento de comunidades, com a relocação de famílias também são apontados pelo MAB como pontos que ainda precisam ser resolvidos, já que houve um impacto econômico e isso não foi ressarcido. Conforme Romani, "tentamos chamara a Tractebel, mas eles dizem que isso já está resolvido e ponto".

Além de Alvenir de Almeida, participaram do Debate Aliança Gilberto Romani, coordenador Regiona do MAB e Otávio Cochelski, coordenador geral do movimento.

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