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Na abertura do ano legislativo, governador diz que crise persistirá em 2016

Data 03/02/2016 às 07:57
Colombo reforça protesto por renegociação da dívida em reabertura da Alesc
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A atual crise econômica e como chegar até o final de 2016 com as contas em dia guiaram o discurso do governador Raimundo Colombo (PSD) na reabertura da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) na terça-feira. Além dos deputados, secretários do Executivo e representantes de outros órgãos compareceram na primeira sessão legislativa do ano. Enquanto Colombo ressaltava a intenção de renegociar a dívida do Estado e negava qualquer tipo de aumento de impostos, a presidente Dilma Rousseff (PT) defendia a volta da CPMF na reabertura do Congresso Nacional, em Brasília. 

 

Expectativa de investimentos, apeto de cintos para cumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal, principalmente para equilibrar a folha de pagamento dos servidores, e a dívida pública. Em pouco de 30 minutos, esses assuntos ocuparam o discursos do governador Raimundo Colombo, na reabertura da Alesc. Colombo reforçou a declaração do dia anterior, afirmando que pode chegar a entrar na Justiça com outros Estados para renegociar a dívida pública. 

 

— Quando conversei com outros governadores em Brasília, consegui ver de perto esta crise que se espalha por todo país. Justamente para que Santa Catarina não quebre como ocorre com nossos vizinhos, é importante que façamos uma mudança no cálculo da dívida pública. Em 1998 ela era de R$ 4,6 bilhões e, após pagar mais de R$ 12 bilhões, ainda devemos R$ 9 bilhões - calculou o governador. 

 

Após o discurso, o governador concedeu uma entrevista coletiva com outras autoridades. O secretário de Estado da Fazenda, Antônio Gavazzoni, confirmou que se o Governo Federal não aceitar um acordo até meados de fevereiro, o Estado deve questionar apresentar uma demanda judicial sobre o tema. E esse não é o único tema divergente entre Estado e União. Na reabertura do Congresso Nacional ontem, a presidente Dilma Rousseff mencionou a volta da CPMF. Colombo afastou essa possibilidade: 

 

— O ano de 2015 foi muito difícil e de algumas mudanças profundas na administração do Estado para poder atravessar essa crise que vai nos acompanhar neste ano. Vamos fazer de tudo para não ter que aumentar ou aplicar novos impostos. 

 

Calendário deve mudar por causa da eleições 

O presidente da Alesc, deputado Gelson Merisio (PSD), participou da coletiva após a reabertura da Casa. Ele falou sobre as perspectivas de pautas que podem ser prioridades no Legislativo este ano e anunciou que o calendário do recesso deve ser alterado por causa das eleições.

 

— Aprovamos projetos e reformas importantes no ano passado, então por enquanto ainda não há grandes temas a serem debatidos neste começo de ano. Com a redução do processo eleitoral para 45 dias, pretendemos retardar o recesso parlamentar para podermos realizar todas as sessões. Ao invés de julho, o recesso deve ocorrer em setembro - comunicou Merisio. 

 

Sem detalhar um projeto específico, a deputada da oposição, Luciane Carminatti (PT), projetou um ano de discussões sobre as contas do Governo: 

 

— Em um momento tão delicado da economia, precisamos debater como funcionam os incentivos fiscais ofertados pelo Executivo e a forma de receita. Essas questões afetam diretamente a população e os servidores que pedem por aumento. 

 

A primeira sessão da Alesc teve apenas o discurso do governador Raimundo Colombo. Na quarta-feira, os deputados voltam ao plenário para estabelecer os integrantes das comissões permanentes. 

 

Fonte: Diário Catarinense

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