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“Não defendemos pedágio, defendemos duplicação” afirma Comassetto

Data 04/08/2015 às 06:18
Debate amplo e opiniões divididas na Câmara de Concórdia
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Desde o dia 23 de julho, lideranças do setor de transporte, do Poder Executivo e Legislativo de Concórdia estão mobilizadas pela permanência do trecho de Irani até divisa entre Santa Catarina e Rio Grande do Sul no plano de concessão do governo federal, que engloba várias rodovias, dentre elas a BR-153. O vereador Vilmar Comassetto (PCdoB), que esteve nas três audiências (Chapecó, Curitiba e Brasília, respectivamente), que discutiram o assunto, afirma que “ninguém está defendendo pedágio, defendemos a duplicação”. Ele ressaltou, durante a primeira sessão de agosto, na segunda-feira, 3, que a concessão é a única possibilidade de obter as melhorias na rodovia.

“Não se observa outra possibilidade de vermos a BR-153 duplicada. As melhorias só virão por meio de concessão, já que o governo federal não tem condições financeiras para as obras”, afirmou Comassetto, ressaltando que esta é a realidade atual, inclusive observada também pelo setor de transporte. “Os próprios transportadores avaliam que custa menos pagar pedágio e ter rodovias de qualidade, que oferecem maior segurança e menores riscos”, destacou o vereador, ressaltando que a briga, se mantido o trecho de Concórdia no plano de concessões é para um pedágio justo. Outra reivindicação importante feita pelas lideranças concordienses é para que a praça de pedágio seja instalada fora da área urbana do município.

Quem manda

O vereador Artêmio Ortigara (PMDB) que esteve na audiência em Brasília, observou que de fato, as grandes empresas e empreiteiras ditam as regras no Brasil. “Elas querem pegar somente a parte boa, ‘o filé’, mas ‘a carne de pescoço’ ninguém quer”, comparou, para explicar o motivo da exclusão do trecho entre Irani e a divisa com o RS, que apresenta muitas rochas e é bastante sinuoso, dificultando as obras de duplicação. “Sabemos que as obras estruturantes são obrigação do poder público, mas neste momento não existe outra possibilidade”, declarou Artêmio. Dirceu Biondo (PMDB) fez questão de defender seu posicionamento, que é contrário aos pedágios. “Não devemos concordar com isso. Temos que cobrar do governo para que faça as obras, já que é sua obrigação”, afirmou.

Custo/benefício

Leocir Zanella (PPS), que esteve nas audiências de Curitiba e Brasília, afirmou que é preciso correr atrás, buscar estes investimentos. “Se você estragar um pneu em uma rodovia, já terá um custo de um ano inteiro de pedágio, além de toda a segurança que terá em uma rodovia de qualidade, monitorada pelas empresas responsáveis”, defendeu o vereador, alegando que há o desejo da população de poder transitar em rodovias seguras e de qualidade.

 

Fonte: Ascom/Câmara

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