Não tem crise na Câmara de Concórdia. Viagem a Brasília custa R$ 27.418,55
Enquanto o Brasil inteiro sofre com a crise, em todo o quadrante geográfico, só se fala na danada da crise, estudos indicam que o dia das mães a segunda melhor data do varejo deve ter queda no volume de vendas – o dia das mães para o comércio em 2016 deve ser o pior da última década, na Câmara de Vereadores de Concórdia o tempo é de bonança.
No mais recente evento de vereadores na capital federal, três parlamentares – Leocir Zanella, (PPS) Marilane Fiametti Stuani, (PMDB) e Dejalma Lazzarotti, (PT), mais a assessora de comunicação foram escalados para representar a Casa. Segundo levantou o colega Luis Longhini, o custo total da viagem foi de R$ 27.418,55. Com todo respeito, mas nesta época é muita grana. Se o evento, incluir algum tema a título de “atualização legislativa”, pior ainda, afinal já estamos em fim de mandato, não é hora para isto. O conhecimento legislativo deve ser feito no início do mandato e, não no apagar das luzes.
Diante dos fatos, começo a concordar com a tese do vereador, Edilson Massocco (PR). É preciso acabar com as diárias e passar a utilizar o ressarcimento de despesas, com limite de gastos – o vereador viaja e recebe o que gastou no deslocamento, alimentação e hospedagem. Do jeito que está, há quem diga, que as viagens acabam servindo como reforço no salário mensal. E o dinheiro que sobra nas diárias acaba faltando, na saúde, na segurança, na educação e por aí afora. Deixa de ser investido para o bem-estar da população e acaba no bolso do vereador.
Ainda na Câmara
Vereadores de Concórdia ainda não votaram para definir os salários dos vereadores, do prefeito e do vice para o exercício de 2017. Pela legislação cabe aos vereadores desta legislatura definir a remuneração do próximo exercício. Informações palacianas indicam que a votação deve ser encaminhada somente no mês de junho.