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Nasce o menor bebê em idade gestacional em Concórdia

Data 09/05/2012 às 17:22
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Após 106 dias de internação, o pequeno Heitor Augusto de Araújo recebeu alta do Hospital São Francisco e se tornou o menor bebê a nascer e sobreviver em idade gestacional no HSF. A luta de Heitor pela vida começou no dia 14 de janeiro deste ano, quando ele veio ao mundo com 24 semanas de gestação e pesando apenas 800 gramas.

A mãe, Ana Paula Guimarães, conta que a gestação transcorria de forma normal até o dia 13 de janeiro, dia em que começou a sentir as contrações, procurou o médico imediatamente, que a encaminhou ao Hospital São Francisco. "Quando cheguei ao hospital a Dra. Caroline Pinto dizia que ele iria nascer, mas eu não acreditava. Estava com muito medo, pois não tinha vaga no CTI Infantil HSF e a probabilidade de meu bebê ser levado para outra cidade me assustava ainda mais."

Depois de duas injeções de corticóides para amadurecer os pulmões do bebê, após 36 horas veio ao mundo por parto normal o pequeno Heitor. "Tive muito medo, mas nunca deixei de perder a esperança de que tudo daria certo. Fiquei muito feliz quando ele nasceu e chorou, destaca Ana Paula.

Segundo a mãe, o período de internação do Heitor não foi nada fácil, foram momentos difíceis, mas as palavras da Dra. Gláucia Vargas (pediatra e uma das plantonista da CTI Infantil) me marcaram muito quando ela dizia "um dia de cada vez".

A mãe Ana Paula Guimarães fez um agradecimento especial. "Agradecemos a equipe de enfermagem da CTI Infantil, Pediatria, Centro Obstétrico, aos médicos da CTI que foram excelentes, as copeiras, as meninas da limpeza, a psicóloga, e em especial a Dra. Rosimeri Rios o nosso muito obrigada, não temos palavras para agradecer a todos, pois graças a vocês hoje nós somos uma família", finaliza a mãe que passará o seu primeiro dia das Mães com o presente mais especial que poderia ganhar, o seu filho Heitor em seus braços.

Entenda as chances de Heitor

Segundo a pediatra e neonatologista, Dra. Rosimeri Rios, que estava presente na hora do parto, o Heitor nasceu relativamente bem para um bebê de 24 semanas, "porém, nestes casos, eles logo entram em insuficiência respiratória, o que faz com que seja necessário que sejam entubados, o que foi feito logo após o nascimento dele", destaca a médica.

Mas os desafios de Heitor não pararam por aí, durante o período de internação ele teve diversas complicações como: doença da membrana hialina, diversos episódios de sepse e pneumonia, insuficiência renal aguda, displasia bronco pulmonar, retinopatia da prematuridade e hemorragia ventricular.

Até o momento o seu desenvolvimento está normal e sem sequelas, é acompanhado quinzenalmente por uma equipe multidisciplinar. Este acompanhamento deve ocorrer até ele entrar em uma curva de crescimento normal, porém sem pressa para que isso aconteça.

Para a Dra. Rosimeri, é de fundamental importância o acompanhamento pré-natal, que deve ser realizado pelas gestantes de forma adequada e de acordo com o preconizado pelo Ministério da Saúde. Segundo pesquisa realizada em Florianópolis/SC, a taxa de mortalidade de prematuros extremos chega a 60,4% a cada 500 nascimentos em média.
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