Nível de demissão na construção civil aumentou no trimestre
Os setores da construção civil, mobiliário e madeireiro de Concórdia registraram um nível de demissões um pouco acima do normal no primeiro trimestre desse ano. A avaliação é do Sintracon, sindicato que congrega essas categorias. De acordo com os dados, no mês de janeiro foram 46 demissões (sendo 34 na construção e 12 no mobiliário e madeireiro); em fevereiro, 82 (45 na construção e 37 no mobiliário e madeireiro) e em março, 65 (com 37 na construção civil e 28 no mobiliário e madeireiro).
O presidente do Sintracon, Vilmar Barro, destaca que esses números estão um pouco superiores em comparação com outros anos. Para ele, isso se deve ao momento econômico do país. Conforme Barro, o sindicato não acompanha todas as rescisões de contratos da construção civil. Isso acontece quando o funcionário tem mais de um ano de carteira assinada com empreiteira. Já muitas rescisões de contrato dos setores mobiliário e madeireiro não passam pela entidade.
Informações de bastidores apontavam que esse número poderia ser bem maior. Por outro lado, Barro pontua que boa parte dessas demissões acontece em canteiros de obras que estão em outros municípios. "Quando uma empresa de Concórdia realiza um serviço em outra cidade, é normal ela contratar a mão de obra dessa localidade. Pelo fato da empresa ser de Concórdia, é normal que esses registros sejam contabilizados por Concórdia, mesmo que esses operários sejam moradores desses municípios em que está sendo feita a construção", diz. Para Barro, o mesmo acontece com as demissões, que também são registradas como sendo de Concórdia.