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Noite de despedidas na Câmara de Vereadores

Data 13/12/2016 às 06:00
Sessão Ordinária, a última do ano, foi na sexta-feira, dia nove.
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Foto: Edila Souza/Ascom/CVC.
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A sessão Ordinária, seguida de uma Extraordinária, na última sexta-feira, 9, marcou o encerramento dos encontros entre os vereadores nesta legislatura. O momento foi de muita emoção, principalmente aos que fizeram sua despedida depois de longos anos à frente do Legislativo. Destaque para a emoção de Leocir Zanella (PPS) e Rogério Luciano Pacheco (PSDB), que encerraram um ciclo de 20 anos como vereadores. Dos nove vereadores que deixarão a Câmara no fim de dezembro, oito se pronunciaram com agradecimentos, recordações, desculpas e reflexões. Marilane Fiametti Stuani (PMDB), Artêmio Ortigara (PR) e Evandro Pegoraro, que estão entre os reeleitos, também utilizaram um espaço na tribuna para fazer um pequeno balanço e agradecer.

Quanto à pauta da última sessão, houve a aprovação, em segunda votação, de todos os 13 projetos, bem como as emendas propostas em dois deles. A sessão Extraordinária se fez necessária para a aprovação da redação final (com emendas) dos Projetos de Lei 84/2016, que denominou a praça de convivência do bairro Santa Rita de Antoninho da Fronteira, e 75/2016, que trata da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2017. Para a próxima quinta-feira, 15, às 18h, ocorre a reunião preparatória com os 13 vereadores eleitos para a Legislatura 2017/2020. Depois o calendário da Câmara segue com a sessão Solene de posse dos vereadores, prefeito e vice, no dia 1º de janeiro, às 10h, na Casa da Cultura. A primeira sessão Ordinária de 2017 será no dia 6 de fevereiro.
Confira os pronunciamentos de despedida:

Ruimar Scortegagna (PT), uma legislatura e não conseguiu a reeleição – “Até pensei em fazer um relatório, mas sei que nosso trabalho está todo registrado nos anais da Casa. Quero dizer que um projeto de governo é maior que uma vontade particular. Peço desculpas se me excedi em alguns momentos, mas foi pela importância dos debates. Quero deixar algumas sugestões aos novos administradores: o Executivo executa e não legisla; discursar é fácil, difícil é fazer; deixem de lado a emoção e usem a razão; analisem bem antes de julgar. Não me arrependo de nada que fiz no Executivo”.

Leocir Zanella (PPS) quatro legislaturas e não concorreu a reeleição – “Foi um ano difícil politicamente. Mas se temos estes políticos fomos nós que escolhemos. Fica fácil criticar os políticos. O povo está muito paternalista, pede um favor em troca de voto, como se fosse uma mercadoria. Os políticos são corrompidos. A Câmara de Concórdia terá uma boa representação, com juventude. Tenho certeza que vão dar conta do recado”. Zanella foi três vezes presidente da Câmara de Vereadores e estava no cargo quando da reforma do prédio tombado, onde está instalado o Legislativo. “Estou sentido, mas saio, depois de 20 anos e dois meses como vereador, com o sentimento de dever cumprido. Cada mandato foi uma faculdade”.

Vilmar Comassetto (PCdoB) uma legislatura, derrotado na majoritária – “Meu trabalho se ateve as principais demandas da população. Atuamos em várias áreas e deixamos um relatório na Casa”. Comassetto destacou a elaboração de vários projetos de lei, campanhas e mobilizações. “Sempre fui fiel a princípios para cumprir com nosso papel. Fiz um trabalho proativo em prol da sociedade. Sentirei saudades, foi um grande aprendizado. Saio de cabeça erguida e sentimento de dever cumprido”.

Arlan Guliani (PT) duas legislaturas, não concorreu à reeleição – Arlan agradeceu de forma individual a cada pessoa que esteve na última sessão para lhe prestigiar, em especial a família, que esteve em seu primeiro discurso na Casa e fez da mesma forma agora no último. “Ser político hoje não é fácil, devido às diversas atitudes de alguns políticos, que mancharam a classe. Achei que chegaria à Câmara revolucionando, mas depois entendi que não é bem assim. Lutei por diversas demandas e levei a mensagem do esporte, além de dedicar meu mandato em tempo integral”.

Edilson Massocco (PR) uma legislatura, vitorioso na majoritária como vice-prefeito – “Somos uma oposição inteligente. Nosso trabalho é feito com ética e muita responsabilidade, sempre buscando o melhor para a população. Sinto-me com a missão cumprida. Quero agradecer a todos que me deram essa oportunidade. A vida é feita de escolhas”. Massocco destacou as emendas de sua autoria, que nos últimos anos ampliaram em quase R$ 5 milhões a receita da Secretaria de Agricultura, além de ressaltar que sua luta sempre foi pela redução de gastos, principalmente com diárias. Outro destaque do vereador foi o Projeto de Lei que limitou em 6% o número de comissionados em relação ao total servidores do município, sendo que destas vagas, obrigatoriamente 40% deve ser reservada aos efetivos. Isso irá representar um corte de aproximadamente 50% nos cargos comissionados.

Dejalma Lazzarotti (PT) quatro legislaturas, não concorreu à reeleição – “Ao longo destes 16 anos que passei na Câmara de Vereadores tive muitos aprendizados. Sempre fui vereador de situação e quero agradecer muito a todos que me apoiaram durante o governo Saretta e governo de João Girardi”. Destacou que nenhum vereador se elege sozinho e por isso, é muito grato a todos que fizeram parte de sua história como legislador. “Espero não mais voltar, mas acompanharei as sessões de perto”.

Rogério Pacheco (PSDB) cinco legislaturas, eleito prefeito de Concórdia – Pacheco precisou parar durante várias vezes em seu discurso. Tomado pela emoção, recordou muitos momentos vividos no Legislativo, onde este por 20 anos. Fez questão de citar o nome dos servidores que prestaram serviços à Câmara durante as duas últimas décadas. “Este é um momento difícil, diante de tido que vivi aqui. Destaco sempre que 99% das decisões tomadas no município passam pela Câmara de Vereadores, por isso a grande importância deste poder constituído. Foram 20 anos de muito trabalho. Sempre mantive a coerência e postura. Foram inúmeros projetos, sempre representando a vontade e as demandas da sociedade”. Pacheco destacou o período que esteve na presidência da Casa (2013/2014), relatando alguns trabalhos e ações desenvolvidas, como o Concurso de Redação, transmissão online das sessões e homenagens aos ex-presidentes.

Mauro Mendes (PSD) uma legislatura e não conseguiu a reeleição – O atual presidente da Câmara de Vereadores destacou que teve uma experiência incrível como legislador. “O cara nunca perde, ou ele ganha ou ele aprende. As pessoas são escravas do que dizem. Quero ser um mero aprendiz, porque na política nem sempre se melhora, mas não piorando já está bom. É uma área que nem sempre você é compreendido, mas faz parte do processo. Não fui o melhor, mas confesso que me esforcei para não ser o pior”.

(Fonte: Edila Souza/Ascom/CVC)

 

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