O Concórdia Atlético Clube selou seu destino! (Opinião, por Jocimar Soares)
Mesmo que a tal da matemática ainda aponte que seja possível, para mim o "boi se foi com a corda"! Com a derrota em casa para o Guarani de Palhoça, por 2 a 1, o Concórdia Atlético Clube selou o seu destino dentro da segunda divisão do Campeonato Catarinense. Na minha opinião, o Galo do Oeste não vai subir.
Vou elencar os motivos que eu percebi e pelos quais o CAC não alcançará o principal objetivo da temporada. Das três partidas que o Galo do Oeste terá no returno, apenas uma será realizada em casa e diante da Camboriense. Guarani de Palhoça e Internacional de Lages, que vieram aqui e venceram, jogam diante do seu povo contra o Concórdia. Ambos estão na frente, na classificação.
Para ter chances de classificação para a primeirona, o Concórdia terá que, no mínimo, pontuar em todas as partidas e torcer por resultados paralelos.
Não vi o jogo contra a Camborieunse, mas diante do Inter de Lages e Guarani, ambos em casa, o desempenho do time deixou a desejar. Houve crescimento no volume de jogo, é verdade, mas isso ocorreu quando o placar estava adverso e exigiu uma reação natural dos atletas.
Outros fatores estão fora de campo. Lembro-me muito bem de uma entrevista do presidente Emerson Lorensetti enfatizando que o grupo estava fechado com o objetivo de subir. A derrota para o Inter de Lages foi assimilada e a recuperação veio no jogo seguinte. O problema será absorver mais esse golpe em tão pouco tempo e tendo pela frente o mesmo adversário, já na próxima rodada.
O clima fora das quatro linhas também não está muito harmonioso. Ao sair do campo, ontem, o capitão Teco reclamou da arbitragem e cobrou em público uma atitude da direção do Concórdia. A direção, por sua vez, demonstrou inconformidade com um lance de penalidade máxima, que teria sido sonegado pela arbitragem. O presidente ameaçou em tirar o time do campeonato, como forma de protesto.
Para fechar a "noitada", o técnico Agenor Piccininn deixou o cargo a disposição. Algo até então inimaginável para alguém que também estava no leme do projeto. A leitura que se faz disso é que o treinador pode não ter o grupo na mão, nesta altura do campeonato.
É amigos! A maré virou de um jeito brusco pelos lados do Estádio Municipal Domingos Machado de Lima. Ainda dá para pensar em classificação para a série A, mas vai depender de uma outra reviravolta violenta e para melhor, na mesma intensidade disso tudo que está ocorrendo agora. É quase um milagre! Na minha opinião, ficou difícil e o time não sobe. O sonho da série A deu lugar à esse pesadelo, que pode ser o início do fim do projeto do futebol profissional em Concórdia.