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Oito suspeitos de adulterar leite são presos novamente em Santa Catarina

Data 11/09/2014 às 08:42
Eles haviam sido soltos, mas MP pediu na Justiça manutenção da prisão.
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Nesta quarta-feira (10), oito suspeitos de adulterar leite, que haviam sido presos e posteriormente liberados, foram novamente detidos. O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) pediu à Justiça a manutenção da prisão dessas pessoas, solicitação concedida. Elas serão encaminhadas ao presídio de Maravilha, no Oeste.

O Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco) investigou por cinco meses as empresas Lajeado Grande, nas cidades de Lajeado Grande e Ponte Serrada, e Mondaí Ltda., no município de Mondaí, e reuniu provas para entregar ao Ministério Público de Santa Catarina (MPSC). 

Segundo as denúncias, eram misturados produtos químicos ao leite para mascarar o prazo de validade e aumentar a rentabilidade. As perícias químicas detectaram peróxido de hidrogênio (água oxigenada), citrato de sódio, polifosfato, hidróxido de sódio (soda cáustica), e outros, como a adição de água e soro de leite.

As prisões, realizadas pelo próprio Gaeco, foram requeridas por meio de recurso ao Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC). O MPSC pediu a manutenção das mesmas enquanto for necessário para o bom andamento do processo. Na terça-feira (9), o TJSC decidiu favoravelmente ao pedido.

Levados a São Miguel do Oeste, os presos realizaram exame de corpo de delito e serão encaminhados para o presídio em Maravilha. As operações "Leite adulterado 1", na empresa Lajeado Grande, e "Leite Adulterado 2", na Mondaí, foram deflagradas no dia 19 de agosto. Dos 13 detidos na Operação Leite Adulterado 1, 11 continuam presos e dois foram soltos a pedido do MPSC. Dos nove detidos na Operação Leite Adulterado II, um foi solto a pedido do MPSC e os outros foram presos novamente nesta quarta.

Indiciados

Na última quinta-feira (4), o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) protocolou ações penais criminais contra funcionários e empresários ligados às fraudes. Ao todo, 48 pessoas das duas empresas de laticínios foram indiciadas, das quais 22 foram detidas.

A carga bacteriana nos leites adulterados passava do padrão aceito pelo Ministério da Agricultura. Em testes com amostras de uma das empresas, cerca de 2 milhões de bactérias foram encontradas por mililitro de leite, quando o número máximo aceito pela entidade era de 300 mil. As empresas de laticínios, no entanto, continuam funcionando com restrições. No produto, foi constatada a adição de formol e soda cáustica 

No dia 19 de agosto, quatro lotes (54, 59, 67 e 71) da Mondaí foram retirados de circulação. Antes, no dia 12 do mesmo mês, a Vigilância Sanitária de Santa Catarina determinou a retirada do mercado do leite UHT integral da Lajeado Grande fabricado em 7 de junho de 2014. O produto era vendido para grandes indústrias no Paraná e São Paulo.

Conforme o promotor Fabiano Baldissarelli, coordenador do GAECO, além das substâncias encontradas nas análises durante a operação, uma das caixas de leite da empresa Lajeado Grande apreendida pela vigilância sanitária no Litoral catarinense e enviada para análise antes da operação ser deflagrada, continha formol. O resultado da análise no líquido apontou a existência do produto na composição.

Poscionamento das empresas

O advogado da Lajeado Grande, Gilberto Batistello, nega a existência de formol. Ele afirma que as substâncias encontradas tinham outras finalidades e eram utilizadas com doses autorizadas pelo Ministério da Agricultura. "O formol nunca foi usado. Não existe nenhum laudo que comprove a utilização. A soda cáustica era usada na limpeza dos caminhões, máquinas e até do chão da indústria. Já o peróxido e o citrato eram usados na industrialização do leite, para transformar em queijo", justifica o defensor da empresa.

Na Mondaí, o promotor afirma que foram encontradas irregularidades semelhantes, porém sem o formol. "Todo o trabalho foi realizado em conjunto, entre os promotores das cormarcas, Polícia Civil e Militar, Ministério da Agricultura, vigilância, e cada um na sua área de conhecimento constatou ações irregulares", explica. De acordo com com o advogado da Mondaí Ltda, Írio Grolli, a empresa prefere não se pronunciar sobre o caso. (Fonte:G1/SC)

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