Oposição relaciona “dízimo” do PT com resultados nas eleições
Um dos assuntos de maior destaque das últimas semanas,no meio político, teve repercussão também na tribuna da Câmara de Vereadores, durante a sessão de segunda-feira, 23. A cobrança do chamado “dízimo partidário” pelo Partido dos Trabalhadores de Concórdia (PT) foi lamentado pelos vereadores de oposição Artêmio Ortigara e Edilson Massocco, do PMDB. O primeiro demonstrou-se indignado e entristecido por Concórdia não ser diferente dos demais municípios brasileiros que registram atos de corrupção. Já Massocco, questionou o destino dos recursos arrecadados pelo partido, já que o dinheiro ajudou a fortalecer as campanhas eleitorais dos últimos pleitos.
Artêmio, que levou o assunto à tribuna, disse que apesar do caso ainda estar sendo investigado, os bens de integrantes da cúpula do PT permanecem bloqueados, devido os indícios da cobrança indevida. “É um crime de improbidade administrativa. O que chama atenção são os diversos manifestos contra a corrupção em todo o Brasil e aqui em Concórdia sendo registrado um fato que corrobora com a corrupção”, analisou o peemedebista, ressaltando que durante toda sua trajetória no partido nunca precisou dar um centavo para a sigla.
O vereador ainda destacou que o “dízimo” cobrado de servidores ocupantes de cargos comissionados e de filiados ao PT colaborou para o resultado vitorioso na campanha eleitoral de 2012, quando foram eleitos o prefeito João Girardi e o vice Neuri Santhier, e ainda no pleito de 2014, quando da eleição do deputado estadual Neodi Saretta. “Por isso, quero deixar aqui registrada a minha infelicidade. Está comprovado que concórdia não era diferente. Falta moralidade com a coisa pública”, finalizou.
Para Massocco, a cobrança do “dizimo partidário” representa o uso indevido da máquina pública. “Com certeza os recursos fortaleceram a campanha de 2012 e ainda devam fortalecer novamente em 2016”, comentou o vereador, ressaltando que lhe causa estranheza o fato de nenhuma liderança acusada ter se manifestado publicamente. “Para anunciar qualquer obra ou ação o governo convoca a imprensa e causa estardalhaço, mas neste caso, por enquanto, ninguém se manifestou. Seria importante que alguém dissesse se ainda há o recurso e em que ele será investido”, sugeriu Massocco.
Fonte: Ascom/Câmara