Os discursos dos bastidores (Por Jocimar Soares)
"Vai continuar, o que terá que mudar será a forma de gestão!" Foi a frase que eu ouvi da boca de um dirigente durante o sorteio da Ação entre Amigos do Concórdia Atlético Clube, na noite de ontem. A referida frase é referente ao que se pensa para 2015. Embora seja ambígua para o leitor, a afirmação está muito longe de ser uma crítica a forma de trabalho da atual diretoria, comandada pelo presidente Emerson Lorensetti. Tampouco, um desabafo. Particularmente, interpreto isso como uma forma de que os objetivos são outros, a realidade é outra e para isso é necessário se adequar. Trocando em miúdos, significa modificar, rever conceitos e tentar novas aternativas.
Por outro lado, essa mudança de forma de gestão também pode conotar o ingresso de gente nova na diretoria - ou na presidência - com ideias novas, novas visões e um novo jeito. Lembrando que um empresário, cujo nome já vazou pela imprensa, estava sendo cotado para ser a "bola da vez", mas ele rechaçou essa possibilidade e desejou contribuir de outra forma com o clube.
Independente de quem venha a ser e de onde vier, o novo presidente do Concórdia Atlético Clube terá que fazer uma gestão mais enxuta. É o que eu imagino! A situação financeira da equipe e a iminente saída de alguns investidores poderão fazer com que o clube olhe para as categorias de base e pince alguns atletas para a formação do elenco. Deverá ser um time caseiro e com algumas contratações pontuais.
Por mais que uma reviravolta aconteça até o início da segunda divisão do próximo ano, a política será de investimento no "bom e barato", uma equação difícil de fazer hoje em dia. Em entrevista à Rádio Aliança, Lorensetti analisou que "investiu-se demais em jogadores que achávamos que poderiam fazer a diferença, mas não demonstraram o comprometimento (...). Talvez se a gente tivesse trazido jogadores de menor expressão, mas comprometidos, o objetivo teria sido alcançado. O Guarani da Palhoça é um exemplo disso!", compara.
Para finalizar, independente de como será a nova gestão do Concórdia, o projeto de futebol de campo profissional deve continuar. "O projeto não deve terminar!", é o que diz a maioria.