Pacheco e Massoco se manifestam sobre absolvição de crime eleitoral
Rogério Pacheco e Edilson Massoco, prefeito e vice de Concórdia, se manifestaram pela primeira vez sobre o processo de cassação que eles estavam enfrentando em primeira instância e que teve sentença favorável a eles pelo juiz eleitoral da 9ª Zona Eleitoral da Comarca de Concórdia, Kledson Gewehr. A decisão que indeferiu as denúncias de compra de voto por combustível, movida por alguns partidos de oposição foi proferida no começo da noite da segunda-feira, dia quatro.
Pacheco e Massoco participaram do Mesa Redonda desta terça-feira, dia cinco, e falaram sobre essa decisão. O prefeito de Concórdia disse que recebeu a notícia de forma muito tranquila. "Desde o primeiro momento que surgiu esse tipo de denúncia, nós tínhamos certeza de que não havia nenhum crime", diz. Porém, reconhece que a situação provocou desconforto dentro do governo municipal e na própria sociedade que, na visão do chefe do Executivo, ficou insegura. "Perdemos energia com isso", salienta.
Pacheco também comentou que "nós sabemos as pessoas que estão por trás disso, os partidos que estão por trás disso. Entretanto esse tipo de política não funciona! Tentar criar um fato para denegrir a imagem de alguém, tentar prejudicar a decisão de uma eleição que foi limpa", assegura.
Já o vice, Edilson Massoco, explicou que, tanto ele como Pacheco, se mantiveram em silêncio durante o transcorrer do processo para não atrapalhar as investigações. "Éramos as pessoas que mais queríamos contribuir com o judiciário. Muita matéria distorcida, muitas pessoas compartilhando no facebook e condenando antecipadamente. A Justiça fez a parte dela. Tentaram nos caçar antes mesmo do dia dois de outubro", afirma.
Na sentença, o Juiz Kledson Gewehr afirma que não houve prova que pudesse comprovar crime eleitoral. A denúncia, que partiu dos partidos PSC, PC do B, PSOL, Ari Júnior Barreiros da Silva e Ministério Público Eleitoral dava conta de que Pacheco e MAssoco teriam se beneficiado do esquema de compra de voto por combustível, que estaria sendo articulado por pessoas ligadas ao vice-prefeito, através do aplicativo Whatsapp. Sobre essas acusações, Pacheco endossou o que estava na sentença do magistrado, "não houve nenhuma prova que pudesse nos imputar crime eleitoral".
No fim da entrevista, Massoco falou "quero deixar uma mensagem de reflexão para os inconformados: Aceitem, que dóis menos e nos deixem trabalhar".