Pais exigem conserto de ônibus antes de autorizar viagem de filhos para jogos
Pais de alunos da Escola de Educação Básica Deodoro, de Concórdia, exigiram que um ônibus, contratado para levar atletas para São Bento do Sul, fosse consertado. O fato aconteceu nesta quinta-feira, dia 24. O veículo estaria “pendido” e os pais desconfiaram de que pudesse ser algum problema. Um mecânico foi acionado e constatou uma falha na suspensão. Antes de liberar as crianças para a viagem, o ônibus foi para a oficina.
A saída de Concórdia estava marcada para as 12h. Cerca de 20 crianças com idade entre 12 e 14 anos foram até São Bento para disputar a fase estadual dos Jogos Escolares de Santa Catarina, (JESC). Ao chegarem no ponto marcado para o embarque, alguns pais notaram que o ônibus estava pendido. Eles decidiram não liberar a viagem. “A gente notou que havia algo errado. O motorista acreditava que estava tudo certo, mas a gente decidiu não autorizar a viagem com nossas crianças com o ônibus daquele jeito”, explica um dos pais, que prefere não se identificar. “Houve até um tumulto, pois a empresa decidiu retirar o ônibus. Acionamos a Polícia e registramos um Boletim de Ocorrência”, conta ele. “Jamais íamos liberar as crianças sabendo que havia um problema, o risco era eminente”, ressalta.
Os pais também acionaram um mecânico, que constatou que um das bolsas de ar, que fica no sistema de suspensão do ônibus, estava furada. Parafusos do feixe de molas também estariam soltos. “O mecânico confirmou que o veículo estava pendido em função destes problemas, ou seja, seria uma viagem perigosa, mesmo que o motorista tivesse cuidado ao dirigir. São quase 400 quilômetros”, argumenta o pai.
O ônibus foi levado a uma oficina para o conserto e só seguiu viagem à tarde. A contratação da empresa é de responsabilidade da Fesporte. O responsável pela logística de eventos na região, Gladimir da Cunha, explica que as medidas foram tomadas. “A Fesporte contrata o transporte através de licitação, não passa por nós aqui. Mas assim que os pais nos informaram do problema, fomos ao local, ligamos para a empresa, que é de Florianópolis, e encaminhamos o ônibus para a oficina”, relata ele. “Com certeza foi bom que os pais viram e nos alertaram”, destaca Cunha.