Parece que vamos nos livrar dos Buracos (opinião, por Douglas Fortes)
Os famosos buracos nas ruas de Concórdia que estavam envergonhando a todos, representaram o estopim de uma parceria que suplantou o discurso político na busca por uma solução conjunta. Há muito tempo tenho escrito e falado que o jogo político que empurra os problemas de um lugar para o outro não leva a nada, salvo servir de palanque para políticos que os classifico de aproveitadores.
A briga para dar nome aos buracos que surgiam aos montes nas ruas da Capital do Trabalho durou uma eternidade. A cada buraco os moradores imploravam por uma solução, enquanto que alguns políticos, na busca de livrarem-se do problema, discursavam para nominar o “rebento” – Casan e Prefeitura se revezavam nas críticas e os buracos iam surgindo, em média 80 por mês, até chegar a mais de mil. Pelo discurso do empurra, empurra foram “catalogados”’, mais de mil buracos na cidade, uma vergonha nacional para um assunto, em tese fácil de resolver. Solução que estava dificultada pelos que preferem o discurso político ao invés da solução dos problemas. A malfadada tese politiqueira do quanto pior melhor.
Neste caso, felizmente, o bom senso venceu o pessimismo. Pelo discernimento do secretário de Desenvolvimento Regional, Fábio Ferri e o vice-prefeito, Neuri Santhier foi construída uma ação conjunta para a solução do problema dos buracos. Fruto disso, a primeira ação foi bater no gabinete do governador. Como resultado, a Prefeitura retirou a ação que tinha contra a Casan e o Governo do Estado liberou mais R$ 400 mil para a operação Tapa Buracos.
É mais um exemplo de que, o discurso político deve estar reservado ao espaço da campanha eleitoral, no exercício do mandato é preciso ação. A democracia precisa ser preservada, o jogo da oposição e situação não deve acabar, nunca. Mas, por vezes, a união de esforços faz muito bem.