Pela majoritária Massocco deve deixar o PMDB (Opinião, por Douglas Fortes)
Na dúvida se teria ou não espaço para concorrer a prefeito ou vice em 2016, o vereador Edílson Massocco (PMDB) anunciou em reunião da executiva que vai deixar o partido. Parlamentar mais votado na ultima eleição municipal, Massocco quer voar mais alto, e acabou optando por um novo projeto que deve passar pelo trabalho de organização da Rede Sustentabilidade, partido que tem na ex-candidata à presidência da república, Marina Silva a grande liderança nacional.
Saindo para um novo partido, Massocco não corre o risco de perder o mandato. Pela lei eleitoral a troca de partido pode configurar infidelidade partidária e a consequente perda do mandato, pelo entendimento da Justiça Eleitoral que o mandato pertence ao partido e não ao parlamentar.
No PMDB o caminho do vereador poderia ser mais fácil, já que o partido possui uma ampla base na Câmara – são 4 vereadores – e uma militância consolidada em Concórdia. Neste caso, o desafio seria compor com os companheiros para ser o indicado para a majoritária. Em um novo projeto, o desafio maior está em organizar uma base de militantes e estruturar o partido novo.
Além disso, o vereador Massocco precisa também buscar um parceiro de chapa e para isso vai precisar de uma coligação. E neste caso, a pergunta que fica no ar passa pela reflexão do que pesa mais – Massocco e o PMDB juntos, e Massocco sem o PMDB e, com a possibilidade de ter os ex-companheiros como adversários no próximo pleito.
Por fim, analisar a extensão da decisão do vereador Massocco na eleição para a nova Mesa Diretora da Câmara de Vereadores de Concórdia.