PM suspeita que empresária pode ter planejado o próprio sequestro
A empresária, que havia sido vítima de um roubo seguido de sequestro relâmpago, ocorrido nesta semana, é apontada como suspeita de ter arquitetado toda a ação, ocorrida no último dia 31. A informação é da Polícia Militar de Concórdia e o caso já foi repassado para a Polícia Civil. Essa empresária deverá comparecer na tarde desta sexta-feria, dia três, na Delegacia de Polícia para prestar depoimento. Novas informações poderão sugir nas próximas horas.
Conforme informações da própria Polícia Militar, a conclusão dos fatos se deu através de investigação do setor de inteligência. Foram analisadas algumas imagens e informações foram coletadas no sentido de desvendar o crime, que teria ocorrido na tarde da última terça-feira. De acordo com a PM, "a história apresentada pela empresária não coincidia com as provas obtidas em imagens e em informações colhidas". A suspeita é de que essa empresária pode ter feito de refém a própria funcionária para subtrair o dinheiro.
Ainda de acordo com a PM, a empresária teria "revelado parcialmente" como foram os fatos ocorridos no último dia 31 e informou que iria se apresentar à Polícia Civil na tarde desta sexta-feira, dia três. O nome das pessoas envolvidas não é revelado pela PM.
O caso
Conforme informado pela Rádio Aliança, o suposto roubo, seguido de sequestro relâmpago, ocorreu na tarde da terça-feira, dia 31. Na ocasião, duas mulheres foram encontradas na rua Leônidas Fávero, no bairro Avoredo, por um morador que chamou a PM. Neste local, elas teriam sido libertadas pelos sequestradores.
Elas relataram que uma funcionária teria sido sequestrada pelos criminosos. Os mesmos teriam exigido que ela entrasse em contato via telefone com a empresária e solicitado que a mesma entrasse em um veículo, em determinado local. Após estar no carro, essa empresária foi obrigada a ligar para a funcionária, dizendo para a mesma pegar o malote de dinheiro do banco e se dirigir a pé em direção ao bairro Vista Alegre.
Em ato contínuo, conforme informações, a funcionária teria acatado a ordem e um veículo foi ao encontro da mesma. Os ocupantes desse carro teriam puxado a mulher para dentro. As vítimas relataram que teriam sido encapuzadas e que um malote, com um quantitativo considerável de dinheiro, foi levado na ação. Até então, não havia informações do modelo dos veículos e o montante de dinheiro que foi levado.