PMDB busca união interna
Na noite de quinta-feira, 29 de outubro, o PMDB de Concórdia deu um passo para um novo rumo, pelo menos é isso que se espera. O novo presidente, o médico Moisés Gambin, é um militante antigo do partido, mas sempre atuou nos bastidores, sem pretensões a cargos políticos. Além disso, o destaque também vale para a chapa que foi um conseno entre os membros do partido, evitando assim mais embates internos.
Ao que parece a nova proposta do PMDB é exatamente essa: Deixar para trás as rinhas e diferenças internas e buscar a união entre as alas. Segundo Moises a intenção foi fazer uma chapa apolítica para o diretório. “Foi isso que a gente conseguiu fazer: uma chapa sem pessoas ligadas a cargos, por que daí, talvez, a gente consiga ter mais imparcialidade na hora de analisar as coisas. Assim a gente consegue unir melhor o partido e conduzir os projetos de uma maneira mais leve, mais tranquila”, afirmou.
Com atual crise política, que a cada dia desgasta mais o Partido dos Trabalhadores, Moisés vislumbra uma chance para que o PMDB assuma a Prefeitura de Concórdia, desde que os militantes passem a buscar a união para enfrentar a máquina que possui o governo de situação.
“Lá (na prefeitura) tem mais de 300 cargos de confiança, nada contra, mas são pessoas que vão trabalhar para tentar manter o seu cargo, para tentar se manter na prefeitura, são pessoas que tem amor ao seu partido. Então nós queremos que as pessoas do nosso partido pensem assim, tenham amor ao nosso partido, que a gente consiga conversar com os partidos de oposição, dialogar e escolher os melhores candidatos”, analisa.
Moisés adianta que está aberto a todos do partido que estão dispostos a encaminhar uma candidatura para as próximas eleições. Os vereadores Edilson Massoco e Artêmio Ortigara já expressaram a vontade de formar uma majoritária e segundo presidente eles conquistaram essa possibilidade e este é o ponta pé inicial para um projeto.
“Hoje eu assumo o partido com essa pré-candidatura estabelecida e se o partido decidir vamos trabalhar por ela. Por que não é o Moisés que vai decidir isso, lá nós temos diretório, lideres, ex-deputados, deputados, então nós temos que conversar com essas pessoas. Não dá para chegar agora e colocar o partido em baixo do braço e dizer que é meu, aqui todo mundo é presidente”, ponderou.
Ainda sobre possíveis coligações, o presidente afirma que em primeiro lugar o PMDB precisa estar unido: “O negócio é o PMDB unido, esse é o nosso primeiro trabalho. Se a gente colocar a carroça na frente dos bois nós estamos mortos. Primeiro vamos nós! Não adianta dizer que vamos com PSD, ou com PSDB, ou com PP, PPS. Primeiro o PMDB. Se o PMDB se organiza e disser vamos, aí nós podemos conversar com os outros. Agora não dá para ir conversar com os outros se a gente está quebrado”.