PMDB quer unir oposição enquanto PT aguarda de sangue doce (Opinião, Douglas F.)
Depois da conturbada eleição para a presidência da Câmara de Vereadores, há dois aos atrás, sobraram várias histórias. De vereador que tomou posições pensando em ser prefeito, alguns acusados de venderem a tropa, ataques de egocentrismo e por aí afora. Histórias a parte, cada parlamentar e cada partido, ao seu modo estão reposicionando ações, estratégias e ponderações, uma vez que no mês quem vem deve ser eleita a nova Mesa Diretora da Câmara.
Na segunda-feira, dia 10, em entrevista ao Jornalismo Aliança, o vereador Artêmio Ortigara antecipou que estava colocando o nome a disposição para concorrer a presidente, como representante do PMDB. De lá para cá vários encontros entre lideranças passaram a acontecer. Encarregado de ser o articulador das ações pelo PMDB, o vereador Edílson Massocco (PMDB) passou a liderar as conversas em nome da bancada. Segundo o parlamentar o partido quer tratar do tema da forma mais transparente possível para evitar os questionamentos da ultima eleição para a Mesa. Despojado de interesses pessoais, Massocco pontua que o PMDB tenta, num primeiro momento, conversar com os partidos que concorreram juntos na oposição, na eleição passada – PMDB, PSD e PSDB. Neste sentido, Massocco já se encontrou com o vereador Rogério Pacheco do PSDB e o presidente do PSD, Cezar Luiz já estiveram reunidos.
A proposta do PMDB é dividir o próximo mandato em dois anos. Um ano para Ortigara e outro para o vereador, Tchê Mendes do (PSD). Já que o vereador Pacheco que representa o PSDB presidiu a Casa nos dois primeiros anos.
No outro lado do balcão o PT e a bancada de oposição aguardam o desenrolar do processo de sangue doce. A mesma estratégia da eleição passada quando mesmo tendo a minoria dos vereadores, apoiou Rogério Pacheco para presidente e levou de lambuja o voto de Tchê Mendes (PSD). Resultado ficou com a maioria, a seqüência da história todos conhecem.