Polícia em alerta
A cúpula da segurança publica de Santa Catarina esteve reunida na tarde de terça-feira (13/11) para discutir sobre as ações que a polícia deve tomar em relação aos atentados cometidos por bandidos nos últimos 15 dias, em especial nas últimas 24 horas.
A polícia afirma não ver ligações entre os ataques criminosos ocorridos nas horas e a morte da agente prisional Deise Fernanda Melo Pereira, assassinada no final do mês passado quando chegava em casa, em São José.
Em contato com o jornalismo da Aliança a Coronel Claudete Lehmkuhl afirmou que a polícia ainda investiga os fatos, mas não tem nenhum dado conclusivo. Ela relata que foram registradas oito ocorrências de atentados, sendo que dois homens foram presos e nenhum policial ou cidadão ficou ferido.
A determinação repassada para os demais Batalhões e Companhias da Polícia Militar no Estado é de cautela durante esse período. A Coronel Claudete Lehmkuhl destacou que a situação está sob controle.
Novos atentados
Na segunda noite de violência em Santa Catarina o número de ataques pelo menos dobrou -- 16 atentados diante de oito no primeiro dia.
As cidades atingidas foram Navegantes (2), Criciúma (4), Florianópolis (4), Itajaí (5) e Blumenau (1). A novidade foi a reação da Polícia Militar (PM) que prendeu 19 pessoas.
Os atentados repetiram a linha do primeiro dia e foram contra ônibus e prédios de órgãos de segurança pública. A novidade é que foi registrada a participação de uma mulher que atirou pedras num ônibus em Criciúma.
Na Capital, os criminosos repetiram os lugares dos atentados, o Norte da Ilha e o Bairro Saco dos Limões. Nas ruas da cidade era possível perceber mais policiais do que na primeira noite. Ainda assim, não pode se afirmar que ocorreu uma cassada. A única blitz realizada na SC-401, caminho para o Norte da Ilha.
O esforço dos policiais militares foi recompensado em Itajaí e Florianópolis. Na primeira cidade, nove pessoas foram presas em uma casa enquanto preparavam coqueteis molotov. Com eles foi encontrada gasolina, estopa e garrafas.
A PM pede que os postos não vendam combustível em recepientes. Entre os detidos, estão três menores de idade e seis adultos. Todos foram levados para a delegacia.
Na Capital, 10 jovens foram detidos escondidos na creche da Comunidade Ilha Continente. Somente Nildo Henrique Barros Martins, 18 anos, tinha a maioridade completada. Com ele foi encontrada pequena quantidade de cocaína.
As prisões são consequência do maior tempo que a PM teve para se planejar. Uma Sala de Situação, local que centraliza informações e monitorado as cidades catarinenses, foi montada.
O major João Carlos Neves, chefe da Comunicação Social, diz que o número de homens no patrulhamento quase dobrou em Florianópolis. Ele acrescenta que o serviço de inteligência está trabalhando para descobrir quem está por trás dos ataques. Com as informações do Diário Catarinense.