Polícia Federal confirma operação Lava Jato em Joaçaba
A 22ª fase da Operação Lava Jato está sendo deflagrada nesta manhã 27/01, através da Superintendência da Polícia Federal De Curitiba. Em Joaçaba os mandados estão sendo cumpridos com o apoio da delegacia Regional da Polícia Federal de Chapecó.
A operação é conjunta e além de Joaçaba, acontece simultaneamente nas cidades de São Paulo, Santo André e São Bernardo do Campo, todas no estado de São Paulo. Serão cumpridos 23 mandados judiciais, sendo seis de prisão temporária, 15 mandados de busca e apreensão e dois de condução coercitiva, quando a pessoa é obrigada a prestar depoimento.
Nossa equipe conversou com a Delegacia da Polícia Federal em Chapecó, fomos informados que o delegado regional Alexandre de Andrade Silva que está em Joaçaba realizando a operação, não irá se pronunciar à imprensa e que maiores informações será repassadas através da Superintendência da Polícia Federal em Curitiba numa entrevista coletiva ainda hoje.
Pelo sigilo empregado na operação, não foram repassadas informações sobre locais de busca ou ainda envolvidos.
Entenda a operação
Segundo o site da Revista Veja, na 22ª fase da Lava Jato batizada de Triplo X, estão sendo apurados, entre outros, crimes como corrupção, evasão de divisas e lavagem de dinheiro.
A nova fase mira atividades criminosas da Bancoop, a Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo, e a estratégia da construtora OAS de utilizar imóveis como método para despistar o pagamento de propina. A Bancoop foi presidida pelo ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, preso e já condenado a mais de 15 anos de prisão pelo juiz Sergio Moro por atuar como cobrador e coletor de propina do petrolão.
Segundo a Polícia Federal, as investigações da Triplo X mostram que empresas offshores e contas no exterior eram usadas para ocultar o produto de crimes cometidos contra os cofres da Petrobras. A investida policial ocorre também contra a empreiteira OAS, suspeita de ocultar o patrimônio em empreendimentos imobiliários para camuflar o pagamento de propina. Os executivos da OAS já foram condenados por Moro, incluindo o então presidente Leo Pinheiro, penalizado com 16 anos e quatro meses de prisão.
Um dos principais alvos desta etapa é a offshore Murray, criada pela empresa Mossack Fonseca no Panamá para supostamente ocultar os verdadeiros donos de um tríplex no Guarujá (SP) no mesmo condomínio em que a OAS reservou um apartamento ao ex-presidente Lula. As atividades da OAS e o estreito relacionamento da empreiteira com próceres do PT, em especial o ex-presidente, estão há tempos na mira da Promotoria de Justiça de São Paulo.
A operação Lava Jato é a maior operação contra corrupção já deflagrada no Brasil, teve início com a investigação de doleiros que atuavam em vários estados descobrindo um grande esquema de corrupção na empresa Petrobras, na qual políticos de vários partidos e grandes empreiteiras estavam envolvidos. (Informações Eder Luiz)