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Ponto e contraponto nas horas/máquinas. Réplica e tréplica, não

Data 04/09/2015 às 06:00
A mesma bibliografia para conceitos que diferenciam as teorias do jornalismo e do debate eleitoral
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O episódio horas/máquinas deve continuar rendendo um belo e profundo debate, como pressupõe a democracia e uma ampla investigação conforme ditam os manuais de legislação e ética. Entretanto, sigo no caminho da paciência e do caldo de galinha que conforme já ressaltei em texto anterior não fazem mal para ninguém.

Respeito e sempre vou respeitar o ponto e o contraponto como indicam os bons livros da enciclopédia jornalística, mas indico cautela em relação a réplica e a tréplica (do debate eleitoral). Razão pela qual, já afirmei que é preciso ter muita calma para não transformar um tema de gestão em um tema de prospecção/eleitoral.

Em relação ao ponto e ao contraponto, já estabelecemos a linha editorial a ser seguida e efetivamente cumprida pela Rádio Aliança. Denúncia feita na Câmara de Vereadores, oferecemos ampla divulgação e espaços para o vereador, Edilson Massocco (PMDB) que denunciou; Depois ao líder do governo Evandro Pegoraro e ao vereador Ruimar Scortegagna, que estava secretario e foi citado na investigação, ambos do PT que tiveram amplo espaço no Mesa Redonda das 7h50 as 9hs. Num momento seguinte estivemos na Prefeitura e oferecemos espaços para o Prefeito, Joao Girardi e ao auditor, Alceone Muller, que conforme já pontuei em momento oportuno, “poderia” ser o grande responsável pelo epísodio, diga-se de passagem, conclusão que parece também estar chegando o vereador Massocco.

Ou seja, estabelecemos o mais amplo espaço para o ponto e contraponto jornalístico, não necessariamente para a réplica e a tréplica cujo conceito está, num outro ponto da bibliografia jornalística, ao se referir ao debate eleitoral, sobre o qual entendemos que também deve ter regras próprias e momento oportuno.

Dito isto, reforçamos a tese de um jornalismo isento, responsável e apartidário, justificativa que se faz necessária para destacar que até que novo fato seja evidenciando o caminho da calma e da paciência vai preponderar, evitando pré-julgamentos e prejuízos a imagem de qualquer cidadão ou empresa envolvido direta ou indiretamente ao fato horas/máquinas - são vastos os episódios jornalisticos que servem de exemplo para esta tomada de decisão. 

Com isso, definimos a tese de não ofereceremos plataforma para um antecipado debate eleitoral sobre a pauta horas/máquinas, ao mesmo tempo entendendo e respeitando o direito de pensamento ao contraditório. Haveremos de voltar ao assunto quando do posicionamento do Ministério Público, cujo tema já está em análise e investigação ou, como num velho jargão jornalístico, “assim que um assunto merecer destaque”.

 

 

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