Possível punição para Concórdia pela Fesporte repercute no Legislativo
A decisão de não sediar as Olimpíadas Escolares Catarinense (Olesc), anunciada na última sexta-feira, 3, pelo prefeito João Girardi, gerou debate na Câmara de Vereadores, durante a sessão de quarta-feira, 8. Rogério Pacheco (PSDB) cobrou uma explicação sobre as possíveis punições que o município viria a ter se fossem cumpridas as determinações da Resolução do Conselho Estadual de Desporto (CED), que trata dos prazos para a solicitação e também a desistência das sedes (seis meses). “A confirmação de que Concórdia sediaria a competição repercutiu no município e agora a imprensa trata sobre possíveis penalizações por descumprimento do prazo da desistência.
Precisamos saber se o município terá prejuízos em futuras competições”, questionou Pacheco.
De imediato, Arlan Guliani (PT) prestou alguns esclarecimentos sobre o assunto. O vereador garantiu que o município não sofrerá punições, devido a dois principais motivos. “Concórdia não oficializou um pedido para sediar Olesc, mas sim, foi convidada, pela Fundação Catarinense de Esporte (Fesporte), para receber o evento. E isso ocorreu já fora do prazo dos seis meses que antecedem a competição”, explicou Arlan.
A justificativa para a desistência foi o alto investimento necessário para a realização do evento esportivo, que ultrapassaria a R$ 1 milhão. “O caderno de exigências foi bastante criterioso, algo além do que se cobra em outros municípios que sediam as competições da Fesporte”, comentou o vereador, citando algumas das exigências, como a construção de uma pista de bicicross e melhorias nas piscinas da Concórdia Piscina Clube, que estão entre as melhores do Estado. “Claro que sentimos muito pela desistência, pois Concórdia não sedia um evento desde os Jogos Abertos de SC em 1997, mas os investimentos seriam muito altos”, analisou Arlan.
Negociação
Fábio Ferri (PMDB) disse que se criou uma expectativa quanto ao evento, principalmente entre os mais jovens, que participariam ou tem amigos próximos que disputariam a Olesc em “casa”. “Não sei se existe a possibilidade de ainda negociar isso, mas seria interessante sentar com o pessoal da Fesporte para tentar fazer ajustes no caderno de encargos. Talvez seja possível reduzir alguns gastos e não perder o evento”, sugeriu Ferri, ressaltando entender o momento de dificuldade econômica.
Entenda
Durante esta semana, foi cogitada pela imprensa local, a aplicação de uma das cláusulas da Resolução do Conselho Estadual de Desporto (CED), que trata dos prazos para a solicitação e também a desistência das sedes. No material consta que o prazo mínimo é de 180 dias, isto é, seis meses. As punições para o descumprimento é o impedimento de participação do município na competição, no caso, a Olesc, ou ainda, dependo do julgado do Tribunal de Justiça Desportiva (TJD), de todas as demais competições organizadas pela Fundação Catarinense de Esporte (Fesporte).
(Fonte: Ascom/Câmara de Vereadores de Concórdia).