Preço do milho cai, mas só deve normalizar em 2017
O preço da saca de milho, que chegou a custar R$ 60, começa a apresentar queda a partir deste segundo semestre de 2016. O secretário de Estado da Agricultura, Moacir Sopelsa, explica que há uma oferta maior do produto no mercado em função da safrinha que é colhida no Centro- Oeste, Paraná e Paraguai. Porém, o preço ainda não deve cair muito, ficando entre R$ 42 e R$ 48.
Sopelsa acredita que o preço da saca só vai normalizar na safra 2016/2017 se os Estados Unidos conseguirem colher a grande safra que está prevista pela área que foi plantada. “Os EUA é o país que mais vende milho para o mundo e se eles conseguirem abastecer normalmente, a tendência é que o milho no Brasil passe a custar de R$ 35 a R$ 42 a saca”, afirma Sopelsa.
O secretário aponta ainda os fatores que contribuíram para esta crise no setor agropecuário. A alta no preço do soja e a desvalorização que o milho sofreu há aproximadamente dois anos acabou motivando o produtor a diminuir a área plantada de milho e aumentar a de soja, o que resultou em menor oferta de milho no mercado.
A alta do dólar também foi outro fator, pois incentivou a exportação do insumo, o que tirou o mesmo do mercado interno, tornando ainda mais escassa a oferta. Por fim, o governo federal se omitiu quando o produtor de milho passava por dificuldade, não fez estoque na Conab, que também ajudou a diminuir a oferta.
A boa notícia é que a situação já começa a reverter. Segundo Sopelsa a expectativa é que com a alta do preço do milho, aumente a área de plantio e a próxima safra seja maior. A estabilização da moeda deve ser outro fator que vai contribuir para a normalização no setor.
Estado busca dar incentivos
O secretário de Estado da Agricultura, Moacir Sopelsa, destaca que o governo do estado tenta minimizar os impactos deste cenário com ações como o programa de incentivo ao plantio de milho no estado, que permite ao produtor financiar um pacote tecnológico com adubo, semente, ureia. “O Governo do Estado também ajuda com R$ 1 a saca para que o produtor possa fazer o seguro”, afirma.