Prefeitura esclarece situação do cemitério após força tarefa contra a dengue
O estado em que ficou o Cemitério Municipal de Concórdia após o início da força-tarefa para eliminar os criadouros do mosquito da dengue foi o tema do debate, realizado na manhã desta segunda-feira, dia 29, no Mesa Redonda. Durante o fim de semana, várias postagens nas redes sociais mostravam o estado em que ficou alguns pontos do cemitério, com vasos quebrados ou virados, túmulos que tiveram os adornos retirados e, conforme algumas reclamações, até elementos das sepulturas que teriam sido depredados.
O programa contou com a participação do secretário interino da Saúde, Giovani Bedin, da diretora Grace Menegatti, do diretor de Obras Miro Toldo, e da enfermeira Mar Sampaio.
Durante o programa, o ouvinte Clair Vagistão, veio até a emissora e interpelou os participantes sobre o que ele considera vandalismo. Para ele, houve depredação de vasos de flor e outros itens. "Inclusive uma capelinha que eu fiz para o túmulo do meu sogro, foi retirada do local. Penso que combater os focos do mosquito da dengue é importante, mas não da forma que foi feito", diz.
Sobre o assunto, a diretora de Saúde, Grace Menegatti afirma não acreditar que esses itens quebrados tenham sido provocados pelas equipes que iniciaram os trabalhos e continuam no local. "Não consigo acreditar que a nossa equipe quebrou. Estou vendo as fotos aqui e não consigo acreditar. Nossa equipe não pratica vandalismo. São profissionais da saúde e do urbanismo que realizaram esse trabalho e tomaram todo o cuidado para isso não acontecer", pondera. Já o secretário Gionvani Bedim afirma que o importante agora é combater o mosquito da dengue, apontar responsabilidades fica em um segundo plano.
O diretor de Obras da Prefeitura de Concórdia, Miro Toldo, por sua vez esclareceu que o cemitério é alvo de vandalismo durante todo o ano. "Não podemos deixar um funcionário lá 24h. Isso não é só no cemitério. Acontece em vários outros locais públicos como em praças de bairros. O pessoal quebra por quebrar", pontua.
Já a enfermeira Mara Sampaio destaca que o trabalho realizado no fim de semana, de retirada de entulho de vasos velhos e a adequação de vasos permanentes foi a "única maneira que tivemos para barrar a situação. Poderíamos ter usado inseticida, mas com as chuvas não ia adiantar. O que funciona nesse momento é a eliminação dos criadouros". De acordo com ela, o
Cemitério Municipal ficou um pouco bagunçado por causa dessa necessidade de eliminação. A partir de agora é organizar o local novamente, diz.
Por fim, Miro Toldo pede a colaboração da comunidade para que não leve flores ou vasos de flores ao cemitério municipal neste momento. O objetivo é evitar novos focos do mosquito nesses recipientes.