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Prefeituras começam no vermelho

Data 04/01/2013 às 08:00
Conta dos novos prefeitos começa negativa em quase dois bilhões de reais em função do novo salário mínimo
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Os novos prefeitos dos mais de 5.500 municípios brasileiros tomaram posse nessa semana já com um desafio pela frente: pagar a folha salarial do município com o reajuste de 8,98%, concedido pelo governo. Desde o dia primeiro de janeiro, o menor salário formal no país é de 678 reais. Como o salário mínimo é praticado por muitas das administrações do interior, é esperado um impacto sobre o caixa dessas prefeituras.

De acordo com a Confederação Nacional dos Municípios, haverá um custo a mais da ordem de 1,88 bilhão de reais. O senador José Agripino, do DEM, também está preocupado. Ele aplaude o reajuste do salário mínimo, mas acredita que prefeituras podem quebrar caso não seja feita uma nova divisão de receitas e competências entre as esferas de governo.

Mas para o senador Sérgio Souza, do PMDB, há um exagero nesse cálculo. Ele lembra que o aumento da renda do trabalhador foi um dos pilares do desenvolvimento recente do país, e argumenta que o reajuste salarial volta ao município na forma de mais arrecadação.

Além do impacto na folha de pagamento, a Confederação Nacional dos Municípios alega que a política federal de desoneração e a baixa atividade econômica do país podem provocar uma redução da receita municipal da ordem de nove bilhões de reais em 2013.
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