PT de Concórdia em Crise?
Prestes a completar 16 anos na administração da prefeitura de Concórdia, o PT concordiense dá mostras que atravessa a sua pior crise. O ponto mais agudo está relacionado com a possibilidade do deputado, Neodi Saretta deixar o partido. Em conversa com o jornalismo da Aliança, Saretta preferiu não gravar entrevista, mas admitiu a possibilidade de migrar para outra legenda, e até ficar sem partido. Não bastasse a possibilidade de perder o grande líder, o PT vive outra angústia – a possibilidade do vice-prefeito, Neuri Santhier – virtual candidato a prefeito, desistir de concorrer.
Hoje conversei com o vereador Arlan Gulliani que é o presidente do PT, ele demonstrou cautela com a situação, mas me pareceu preocupado, não é para menos. Se analisarmos o cenário, noutros tempos o PT navegou em águas mansas. Em Concórdia venceu quatro eleições, sempre de chapa pura. No último pleito, até a última hora, o prefeito João Girardi não tinha adversário. A candidatura de Cézar Luiz, surgiu aos 45 do segundo tempo. O PT reinava absoluto. Uma frase do presidente me chamou a atenção "sou mais sarettista do que petista". Trata-se de uma evidência clara de que se Saretta sair, Arlan sairá junto e poderá haver uma debandada no PT de Concórdia.
O cenário de agora é bem diferente. Além de enfrentar uma crise ética e moral no cenário nacional, em Concórdia multiplicaram-se os adversários dispostos a enfrentar a eleição. Fábio Ferri (PMDB), Rogério Pacheco (PSDB), Cézar Luiz (PSD) e Edílson Massocco (PMDB?PR).
Sem falar que o candidato natural do PT, Neuri Santhier já não tem tanta certeza se vai enfrentar o desafio. Logo, ao que tudo indica o cenário em Brasília está causando situações como nunca antes na história de Concórdia – Água de morro a cima X Água de morro a baixo.