PT traçou um projeto de poder e foi traído pelos “companheiros”
A maioria dos parlamentares votaram pela saída da presidente Dilma Rousseff, foram 367 votos pelo sim e 137 pelo não – sete abstenções e duas faltas – total 146. Mais do que o resultado em si, a sensação que sobra de um longo domingo de discursos na Câmara, é que o PT caiu diante dos próprios erros. Para quem acha que os problemas detectados na operação Lava Jato, foram fundamentais para a derrota de Dilma e os companheiros, se engana. A maioria dos que votaram pelo sim, apontam a falta de diálogo como um dos grandes problemas da gestão Dilma. Um indicativo de que na política tudo se ajeita, deste que não falte “dialogo”.
Ao longo da semana, o presidente do PMDB catarinense, deputado Mauro Mariani, havia dito nos microfones da Aliança, que um dos grandes problemas da presidente Dilma "é que ela não gosta de conversar, e que quem não gosta de conversar, não serve para a política", ponderou
Outro fator preponderante para a derrota de Dilma e o PT, esta demonstrada em uma aliança que não se sustenta como proposta ideológica de governo. Quando Lula escolheu Dilma, buscou a parceria com o PMDB, depois arrebanhou outras siglas: PP, PR, PDT, PSD e outros nanicos, pensou na eleição e esqueceu do governo. Na prática, prevaleceu a tese de que “o mais difícil não é ganhar a eleição e sim governar o governo”.
Além do PMDB, outros partidos da base também deixaram o PT na mão: PP, PR, PDT, e por aí afora. Em regra sobraram PT e PCdoB. Os outros vazaram e o governo da presidente Dilma ruiu. As teses para que isso tenha acontecido são várias e as lições são pelo menos duas. A primeira, a oposição levou 16 anos pra aprender a enfrentar o PT; a segunda indica a necessidade urgente de uma reforma politica – o Brasil não tem espaço para tantas ideologias que, na real, são representados por uma “sopa de letrinha” em busca de uma teta no governo.
A semana começa com a turma do "sim" pensando nas estratégias para a votação no senado, enquanto a turma do "não" discursa que a primeira batalha foi perdida, mas a guerra ainda não".
Pelo sim pelo não! Viva a Democracia!