Publicidade na fachada da Câmara X Patrimônio Histórico
A relação do prédio da Câmara de Concórdia com o patrimônio histórico do município tem gerado bons debates. O mais recente está relacionado a construção da Rua Coberta. Há, no Ministério Público, uma denúncia de que a Rua Coberta agride o patrimônio histórico, na medida que prejudica a visualização da fachada do prédio do legislativo – que é tombado e considerado patrimônio da cultura de Concórdia.
Noutro momento, quando o vereador Rogério Pacheco, estava presidente do legislativo, houve uma consulta à Comissão Técnica do Serviço do Patrimônio Histórico, Artístico e Natural do Município de Concórdia (COTESPHAMC) para a troca das janelas do prédio. Na oportunidade a troca não foi autorizada.
Nos últimos dias tenho recebido uma série de questionamento em relação a utilização da fachada do prédio para a divulgação de campanhas de publicidade – o questionamento não é relacionado ao conteúdo das campanhas – mesmo porque o banner de agora, é da campanha pela conquista de uma unidade de tratamento para o câncer em Concórdia – ou seja, uma campanha justa e necessária.
Na realidade, o que algumas pessoas estão questionando é o fato de que a colocação de um painel na fachada (neste caso é para publicidade) agrediria o Patrimônio Histórico. Há quem defenda que o referido painel, é mais agressivo ao Patrimônio Histórico do que a Rua Coberta.
Neste caso duas questões, se apresentam. A primeira se a presidência da Câmara consultou à Comissão Técnica do Serviço do Patrimônio Histórico, Artístico e Natural do Município de Concórdia para a utilização da fachada da Câmara (que é do patrimônio histórico da cidade) para a colocação do painel. E, segundo, qual é o parecer do COTESPHAMC sobre o assunto.
Com a palavra os presidentes da Câmara e da Comissão.