Quadrilha que explodiu bancos em Irani pode ser a mesma que agiu em Seara
Criminosos que explodiram dois bancos e atiraram contra o posto da Polícia Militar em Irani, no Meio-Oeste de Santa Catarina, na madrugada de domingo, podem ser integrantes da quadrilha que atacou o Banco do Brasil em Seara na madrugada de 5 de maio.
A suspeita é de policiais da Divisão de Roubos e Antissequestro da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (Deic), em Florianópolis, que investigam o assalto em conjunto com policiais civis locais de Irani e a Divisão de Investigação Criminal (DIC) de Concórdia.
— O módus-operandi, a região, o tempo, a ausência de outras quadrilhas e outros indícios indicam que pode ser o mesmo grupo que atacou em Seara. Mas estamos apurando todas as hipóteses — diz o delegado da Deic, Anselmo Cruz.
Os ladrões explodiram caixas eletrônicos do Banco do Brasil e do Santander, no Centro de Irani. Segundo a Deic, eles não conseguiram levar o dinheiro do Banco do Brasil.
O armamento pesado (fuzis 765 e 556), a violência do bando que aborda pessoas e carros no momento do roubo e atira contra policiais, levam a Deic a suspeitar de quadrilha especializada em ataques planejados que pode ser de estados vizinhos como o Rio Grande do Sul ou Paraná.
Vídeos filmados por moradores de Irani mostram que os bandidos fizeram reféns nas ruas, ameçaram e atiraram várias vezes.
Os criminosos também metralharam a viatura e a base da PM em que estavam os dois únicos policiais plantonistas. Do lado de fora, gritavam para os policiais saírem.
A suspeita é que a ação, por volta das 4h, tenha contado com a participação de oito bandidos em dois carros.
Eles se dividiram em dois grupos: o que explodia os caixas eletrônicos enquanto o outro ficava na frente da PM atirando contra os policiais.
Em Seara
O ataque em Seara aconteceu na madrugada de 5 de maio e também levou medo e terror aos moradores por causa dos tiros disparados na frente do Banco do Brasil.
PMs chegaram a confrontar a quadrilha, mas não tiveram sucesso e um dos policiais foi atingido por um tiro, que só não o matou por ter pego o colete.
Os assaltantes explodiram o cofre principal da agência, mas não conseguiram abrir e roubar o dinheiro. Na fuga, ainda atiraram contra duas barreiras montadas pela PM.
Fonte: Clic/RBS