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Quebrando paradigmas através do esporte

Data 21/11/2015 às 11:17
Helena Parisoto pode ser a primeira mulher, acima dos 50 anos, a conquistar a faixa preta no karatê.
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Foto: Jocimar Soares/Aliança
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Quem vê Helena Parisoto, 59 anos, à primeira vista, logo deduz que se trata de uma mulher como outra qualquer da região: mãe, trabalhadora e uma cidadã pacata. Porém, o que diferencia Helena da maioria é o fato dela ser atleta. E não é de qualquer esporte! Ela pratica karatê. O mais incrível é que ela está na iminência de obter a faixa preta nesta modalidade.

Helena, juntamente com mais 14 karatecas de outros municípios do Oeste, fará um exame de graduação na manhã de hoje para subir da faixa marrom para a preta. Ela pode ser a primeira mulher em toda a região, acima dos 50 anos, a alcançar essa graduação na modalidade. A afirmação é endossada pelo instrutor, o mestre Valdevino Prestes. “Em 38 anos de karatê, sendo 25 somente em Concórdia, eu nunca tive uma atleta feminina, de 59 a 60 anos, conquistando esse estágio”, afirma. Reitera que ela também pode ser uma das pioneiras do estado – já que não há registro de outra atleta nesta faixa etária e que tenha alcançado esse feito. Observa que essa conquista é mérito dela mesma. Prestes compara que “muita gente nova começa e acaba parando, mas ela continuou”. Por fim, Valdevino salienta que a “experiente” aluna sempre procura fazer o melhor nos treinos.

Essa busca em treinar direitinho também é um dos preceitos reconhecidos pela própria Helena. A pretensa faixa preta da modalidade recorda que começou a praticar o esporte há cinco anos, influenciada pelos filhos, Robson e Rafaela – também atletas do karatê e da mesma forma estarão fazendo exame de graduação hoje.

Helena também revela que passou a vestir o kimono somente para fazer exercícios. “Eu não me encaixava em nada de esportes. O karatê me representou. Depois que eu comecei a praticar eu fiquei bem mais saudável e pretendo continuar, enquanto tiver forças”, diz.

Sobre o fato de poder ser a primeira atleta de 59 anos a subir para a faixa preta, ela comenta que não imaginava que pudesse chegar tão longe. Diz que os treinos são difíceis e que dá o melhor de si para aprender.

Independente de obter a graduação, hoje, Helena Parisoto já resume o sentimento que passou a nutrir pelo esporte, “me sinto realizada”.
 

 

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