Questão das horas/máquinas se assemelha a causa Denorex, parece mas não é.
Depois que o Datashow da Câmara não funcionou, o tema horas/máquinas voltou ao noticiário. Como havia aproveitado o dia dos pais, como tema para tirar uns dias para a família não acompanhei o episódio de perto.
Tão logo voltei ao batente me pareceu salutar comentar o assunto. Ainda não conversei com a assessoria de comunicação da prefeitura sobre o tema, o que devo fazer assim que estiver em Concórdia e houver espaço nas agendas.
Devo dizer que tive acesso a uma parte dos documentos, e me pareceu que de fato existem questões a serem apontadas. Entretanto, depois que ouvi o prefeito, João Girardi determinar a abertura de sindicância para apurar os fatos, e pelo que tenho observado nos bastidores, estou começando a concluir que é mais barulho e sinal de fumaça do que qualquer outra coisa.
Mesmo porque uma coisa é ter havido erro no preenchimento das planilhas e relatórios, outra coisa é desvio de dinheiro público. São situações absolutamente diferentes. Se o prefeito Girardi estiver certo, haverão apontamentos relativos a erros no preenchimento de documentos, sem ter havido nenhum prejuízo para os cofres da prefeitura. Como a causa denorex, a que parece, mas não é. Não sei se vocês lembram da célebre campanha publicitária do Denorex, o shampoo que tinha cheiro de remédio, mas era shampoo mesmo. “Parece remédio, mas não é”, dizia o tema da campanha que acabou caindo no gosto popular e era repetido sempre que algo, alguém ou alguma situação não era exatamente o que aparentava.
Soma-se a isto o fato de que a eleição de 2016 se aproxima e, certamente outros fatos devem se somar a causa denorex, com muito barulho, grito e discursos e pouca definição e apontamentos na prática. São sintomas da dinâmica da política, ou não ?