Reestruturação da Cidasc provoca transtornos em Concórdia
O processo de reestruturação pelo qual está passando a Cidasc, em nível de Santa Catarina, está provocando alguns transtornos em Concórdia. A afirmação é do presidente da companhia, Enori Barbieri. Há um mês, a Cidasc e o Icasa estão em processo de separação, por determinação judicial e isso tem provocado reflexos em alguns municípios. Pelo menos 30 cidades estão suspendendo atendimentos nos escritórios municipais.
Em entrevista ao Jornal da Manhã da Rádio Aliança desta quarta-feira, dia 13, o presidente da Cidasc, Enori Barbieri, explicou que a primeira instância da Justiça acatou pedido do Ministério Público do Trabalho, cuja ação é de 2009, pedindo ajustes nessa junção da Cidasc e Icasa. Conforme Enori, para o MP, há o entendimento de que há o vínculo empregatício dos trabalhadores do Icasa para a Cidasc. A estatal já está executando isso, sob pena de multa diária de R$ 2 milhões.
Conforme o presidente da Cidasc, "o Icasa é um instituto mantido pelas agroindústrias para auxiliar a Cidasc na questão da sanidade vegetal e animal no estado (...) esse instituto não recebe um centavo da Cidasc", explica.
Barbieri informa que, em Concórdia, o Icasa que vinha atendendo junto com a Cidasc, no prédio da ACCS, agora vai se mudar para o Sindicato dos Produtores Rurais de Concórdia. O próprio mandatário reconhece que está havendo atraso na emissão de documentos como GTA e outros procedimentos. "Em face disso, alguns documentos passaram a ser disponibilizados pela internet e podem ser baixados em qualquer terminal de computador, mediante senha" afirma.
Por fim, o presidente da Cidasc destaca que esse processo de transição deve ir até o fim desse mês e que nenhum escritório municipal da Cidasc será fechado na região de Concórdia.