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Reunião para tratar do horário do comércio termina sem definição

Data 29/05/2013 às 07:21
Proposta com mudanças deve ser formalizada no mês de junho
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O prefeito de Concórdia, João Girardi, coordenou dois encontros nesta terça-feira, dia 28, para debater mudanças no horário de funcionamento do comércio. Pela manhã, com os vereadores. À tarde, com entidades empresariais, trabalhistas, comunitárias e profissionais. O objetivo principal  foi ouvir opiniões para propor alterações na legislação que regula o setor lojista.   "Foram reuniões produtivas", avaliou o prefeito.

O prefeito pretende encaminhar no mês que vem a proposta com mudanças na legislação. "Não precisamos de um debate negativo e nem de confronto. Temos capacidade de construir uma lei que atenda os anseios de todos", afirmou João Girardi.

Na opinião do presidente da OAB, Anacleto Canan, Concórdia precisa de uma lei que ofereça segurança para quem quer investir. "E tão importante quanto defender a Constituição é defender a legislação trabalhista", destacou.

O presidente da Associação Empresarial, Dagnor Schneider, é favorável "a uma lei que crie facilidades para funcionamento do comércio". O presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas, Luciano Fischer, quer "o horário livre, a liberdade de funcionamento".

O presidente do Sindicato do Comércio Varejista, Avelino Rodem, disse que o segmento precisa de liberdade para aproveitar melhor as oportunidades.

Na análise do presidente da União Municipal das Associações de Moradores, Jaime Bernardi, "abrir o comércio não é sinônimo de engrandecimento. Não devemos penalizar o trabalhador. O comércio deve criar atrativos".

A presidente do Sindicato dos Empregados no Comércio, Janete Peccini, informou que está em andamento uma negociação com as duas principais redes de supermercados de Concórdia. Além disso, as lojas do novo complexo comercial implantado na cidade procuraram o sindicato para negociar a abertura em um dos domingos de cada mês. "A gente pode negociar também, mas o trabalho deve ser valorizado", acrescentou a dirigente. 

Bruno Marques, coordenador do Coletivo Sindical, criticou que até agora "ninguém se preocupou com a estrutura para atender esses trabalhadores, como a abertura de CMEIs aos domingos".

Com ou sem entendimento entre as partes, caberá à Câmara de Vereadores votar o projeto de lei que será enviado ao Legislativo  pelo prefeito João Girardi. A observação foi feita pelo presidente da Câmara, Rogério Pacheco. Ele destacou que será mais fácil decidir se a proposta expressar o entendimento das partes envolvidas nas negociação.

 

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