Santa Catarina perto de mais uma certificação internacional
A Comissão Científica da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) aprovou o pleito brasileiro para o reconhecimento internacional de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul como zona livre de peste suína clássica (PSC). A confirmação foi dada ao secretário de Estado da Agricultura e da Pesca, Moacir Sopelsa, pelo diretor do Departamento de Saúde Animal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Guilherme Henrique Marques, no final da tarde desta terça-feira, 24.
A Comissão Científica recomendou que os dois estados sejam reconhecidos internacionalmente como zona livre de PSC durante a 83ª Assembleia Geral da OIE, que será realizada em maio de 2015 em Paris, na França. Esta é a primeira vez que os países ou áreas dentro de países serão certificados pela OIE como livres da doença e isso poderá ser um diferencial na conquista de novos mercados para a carne suína.
O secretário da Agricultura, Moacir Sopelsa, ressalta que o reconhecimento internacional irá engrandecer ainda mais o agronegócio catarinense. “Ela demonstra o esforço em manter os nossos produtos entre os melhores do mundo e também poderá favorecer a abertura de novos mercados”. Sopelsa lembra que o Estado realiza controle sanitário muito eficiente por meio da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) e do Instituto Catarinense de Sanidade Agropecuária (Icasa), com a fundamental participação dos criadores e entidades ligadas ao setor.
Durante entrevista para o jornalismo da rádio Aliança, o presidente da Associação Catarinense dos Criadores de Suínos (ACCS), Losivânio de Lorenzi, comemorou a conquista e afirmou que o objetivo é conquistar o mercado da Coréia do Sul.
Santa Catarina mantém um rigoroso controle das doenças animais e é reconhecida como área livre de febre aftosa sem vacinação, livre de peste suína clássica e africana, enquanto as demais enfermidades estão controladas. O Estado é o maior produtor e exportador nacional de carne suína, conta com 10 mil criadores integrados às agroindústrias e independentes e produz anualmente cerca de 850 mil toneladas de carne suína.
Com um rebanho estimado em 7,9 milhões de cabeças, Santa Catarina é responsável por aproximadamente 35% das exportações brasileiras. Em 2014, foram exportadas 159 mil toneladas de carne in natura, no valor de US$ 548 milhões. Além da carne in natura, foram exportados também miúdos, embutidos e outros produtos. Os principais destinos da carne suína catarinense foram Rússia, Hong Kong, Angola, Cingapura, Chile, Japão, Uruguai e Argentina.