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Semas em debate
Vereadores questionam secretária de Administração e clima esquenta no Legislativo Municipal de Concórdia
Atendendo um convite feito pelo vereador Fábio Ferri, do PMDB, esteve participando da Sessão da Câmara de Vereadores na noite de ontem (09/12) a secretária municipal de Administração, Beatriz Cordeiro da Silva Rosa.
Ela esclareceu aos vereadores a atual situação do SEMAS - O Fundo Municipal de Assistência à Saúde dos Servidores Municipais de Concórdia - e respondeu questionamentos dos parlamentares. A secretária voltou a ressaltar o déficit no plano devido, principalmente a duas internações. Sobre o Projeto de Lei Beatriz explicou que não será criado novos cargos para gerir o serviço.
No espaço para perguntas o vereador Fábio Ferri, do PMDB, apresentou um levantamento realizado pelo Sindicado dos Servidores que aponta um montante superior a R$ 1 milhão referente ao não repasse dos 5% para os servidores inativos. Beatriz informou que o valor apresentado não confere. Segundo ela, seria R$ de 852.215,42. A administração pagou entre janeiro e outubro a quantia de R$ 89.313,00 sobrando R$ 762.902,00. A Secretária confirmou que a dívida será paga em 72 vezes de R$ 10.600,00 por mês, corrigidos pela variação da UFIR municipal e o INPC.
Ferri questionou o fato de que nos últimos 13 anos o governo do Partido dos Trabalhadores não percebeu essa falha. Em resposta, Beatriz fez questão de apontar que o problema iniciou ainda no governo do PMDB, já que o serviço já era prestado na época. Disse ainda que o déficit pode ter surgido no período em que o repasse era feito pelo Iprecon, e foi interrompido. (ouça)
O também peemedebista Arthêmio Ortigara questionou a reposição que o funcionário vai fazer ao serviço, que segundo ele, deveria ser conforme o salário dos servidores. Ortigara também afirmou que ocorreu negligência na gestão do Semas.
Edilson Massocco, PMDB, perguntou se a secretária tinha conhecimento sobre o repasse dos 5% para os inativos. Ela respondeu que assumiu o plano em 2009 e que se a gestão não estava sendo eficiente também cabia aos vereadores terem questionado através das prestações de contas feita pelo Semas.
O líder bancada, vereador Arlan Gulliani, do PT, perguntou se o déficit é somente desta gestão. A secretária afirmou que o problema se arrasta desde que o serviço foi criado, ou seja ainda no governo anterior ao PT.
Já o petista Evandro Pegoraro focou a sua manifestação na manutenção do serviço, mesmo com déficit, mas sem cobrar a mais dos servidores. Beatriz ressaltou na sequência que todas as propostas apresentadas no Projeto de Lei foram definidas com a ampla maioria dos servidores, como por exemplo a contribuição por dependente.
Já o vereador Vilmar Comassetto, PC do B, reconheceu que diante dos números apresentados entre contribuintes e usuários do Semas, a gestão foi eficiente e não ocorreu má fé dos administradores. Ele sugeriu ainda que seja contratado um seguro de risco para proteger o serviço de saúde.
O Projeto de Lei que trata sobre as alterações no Semas foi aprovado em primeira votação e por unanimidade.
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