Seria um lampejo de união da “oposição” (opinião D.F)
Depois da coligação que foi derrotada nas urnas para o Executivo, mas que elegeu a maioria na Câmara, PMDB, PSD e PSDB estiveram, como raras vezes, unidas na Câmara. O debate em torno do Projeto de Lei enviado pela Prefeitura, com o pedido de urgência na votação bateu na trave por força da oposição que se fez valer da maioria.
O vereador, Rogério Pacheco (PSDB), foi à tribuna para cobrar mais informação, sobretudo, em relação ao impacto econômico das propostas, da Prefeitura (8% agora em Abril) e a reivindicada pelos Servidores (8% + ganho real de 3%). Assim que terminou a fala, Pacheco foi aparteado pelo Presidente da Câmara, Mauro Mendes (PSD) e logo em seguida, a tese por mais tempo para o debate, foi reforçada pelo vereador, Artêmio Ortigara (PMDB).
Ao líder do governo, vereador Evandro Pegoraro (PT) não restou alternativa, a não ser discursar reconhecendo a “pertinência da solicitação”. Ao falar em decisão “madura e segura” Pegoraro entendeu que era preciso recuar da proposta de encaminhar a votação do projeto para esta quarta-feira.
Com isso, a votação que pela vontade da Prefeitura seria nesta quarta, vai acontecer somente após a Assembleia dos Servidores e uma reunião de líderes com a secretária de Administração, Beatris da Rosa Silva, às 17hs na Câmara.
Para saber se a oposição vai votar o Projeto em bloco e fechada, é outra história, mas desta vez, parece que os vereadores de oposição fizeram valer os votos dos eleitores que os elegeram pelo princípio de legislar na oposição. Ou não?