Setor de transporte se mobiliza contra aumento no diesel
Com o aumento no PIS, na Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e na Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) sobre a gasolina e o diesel, a Petrobras anunciou que vai repassar a alta de impostos às refinarias e por consequência, o custo deve ser repassado ao consumidor. O reajuste deve ficar entre R$ 0,22 para a gasolina e R$ 0,15 para o diesel.
O setor de transportes não gostou nada da notícia e em contato com o presidente do Sindicato das Empresas de Transporte do Oeste e Meio Oeste Catarinense (Setcom), Paulo Simioni, ele informou que há uma mobilização entre as lideranças do setor e uma greve não está descartada para repudiar este aumento e reivindicar melhorias para o setor.
Segundo Simioni o setor está fragilizado. “O custo do transportador aumentou muito com a lei 12.609 e com os rejustes de combustível e o embarcador não está repassando isso”, revela. Simioni argumenta que o diesel corresponde a cerca de 40% a 55% dos custos de um transporte.
Outra situação que dificulta a vida do transportador é a grande oferta de caminhões no mercado, pois quando se tenta repassar os custos ao embarcador ele não aceita e acha outro que carregue a carga mais barato. “Para o embarcador é assim: se quiser carrega, se não quiser tem quem queira. E como existem muitos caminhões financiados o transportador carrega para conseguir honrar com os compromissos”, explica.