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Sindicarne vê com preocupação a situação das agroindustrias em SC

Data 23/05/2016 às 16:41
Ricardo Gouvêa analisa que situação das empresas depende muito da melhora na oferta de milho e de ações do Governo Temer
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Divulgação.
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O sindicato que representa as indústrias de carnes em Santa Catarina, o Sindicarnes, analisa com preocupação a manobra que algumas indústrias estão fazendo para manter a produção e os empregos no estado. Recentemente, parte das agroindústrias da região anunciaram o fechamento temporário de turnos de trabalho de alguns setores e, até mesmo, férias coletivas para os trabalhadores. Aqui na região do Alto Uruguai, informações apontam que a BRF Concórdia fechou temporariamente um turno de trabalho em um dos setores, enquanto que a JBS Seara e a Globoaves de Lindóia do Sul fizeram férias coletivas para parte dos trabalhadores. 

O diretor-executivo do Sindicarne, Ricardo Gouvêa, em entrevista a Rádio Aliança, destaca os principais motivos que estão gerando dificuldades no setor agroindustrial no estado. "Nós tivemos uma queda de vendas e de concumo no mercado interno muito grande e isso afetou a produção. Junto com isso veio a alta de preço do principal insumo para a alimentação dos animais que é o milho e o farelo de soja. O preço do milho subiu muito e afetou a rentabilidade de muitas empresas", explica Gouvêa.

O dirigente sindical afirma que todas as empresas estão fazendo um esforço muito grande para manter os empregos. Diz que "há um custo muito grande para demitir e depois recontratar". Completa que há também um investimento muito grande no treinamento dos funcionários, o que não pode ser desperdiçado na visão dele. Por outro lado, Ricardo diz que não se vislumbra uma solução no médio e longo prazo. Para ele, vai depender da chegada de mais milho para o mercado catarinense, que pode vir da safrinha do Paraná e também de ações em prol da economia a serem desenvolvidas pelo novo governo federal.

O diretor-executivo do Sindicarnes destaca que as exportações é o principal fator que está segurando o nível de produtividade das empresas frigoríficas. Completa que a tendência de exportação melhore o cenário em Santa Catarina, já que há a possibilidade do México comprar mais carne suína, bem como também a República Dominicana.

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