Sindicato dos Servidores cobra prefeitura por acordos pendentes
O Sindicato dos Servidores do Município de Concórdia e Região realizou coletiva de imprensa, na sexta-feira, dia 31. O objetivo foi de colocar publicamente algumas questões que, na visão da entidade, não estariam sendo cumpridas pela Prefeitura de Concórdia e que estavam acertadas entre as duas partes. De acordo com o presidente da entidade, Valdomiro Taffarel, o sindicato está buscando um diálogo com o prefeito João Girardi. Mas quem recebe os representantes da entidade é a presidência da Comissão Permanente de Negociação. Em entrevista à Aliança, Taffarel destaca que a alegação dada pelo Executivo seria a falta de agenda por parte de Girardi. Ele lembra que o sindicato oficializou no dia 24 de setembro um ofício agendando uma reunião com o prefeito, mas que foi indeferido. Para o líder sindical, algumas questões precisariam ser tratadas diretamente com o chefe do Executivo Municipal, devido à urgência das mesmas.
Valdomiro Taffarel destaca que outro ponto reclamado pelo sindicato dos servidores se refere ao à Policlínica, que estaria concentrando vários pontos de atendimento e isso estaria gerando vários problemas. Lembra que o sindicato fez um abaixo-assinado pedindo providências, já que o local comporta vários setores, além da policlínica. Lá funcionam setores de agendamento de consultas, centro de especialização em odontologia e outros. O sindicato fez o abaixo assinado pedindo para que houvesse ampliação no atendimento para 12 horas no local. Por fim, ele destaca que havia a promessa da prefeitura de que a situação estaria resolvida ainda antes das negociações, isso há oito meses atrás.
A secretária-geral do Sindicato dos Servidores Municipais de Concórdia e Região, Zilda Maria Onetta, destaca que há muitas servidoras com restrições médicas, mas que acabam trabalhando por causa da falta de servidores. Ela se baseia em levantamento feito pelo próprio sindicato sobre as zeladoras, agentes de serviços gerais e cozinheiras. Conforme Zilda, muitas dessas profissionais acabam fazendo serviços restritos por falta de pessoas para trabalhar. A secretária-geral geral também apresentou dados financeiros sobre isso. Somente no ano de 2013, o Iprecom havia gasto R$ 731 mil em auxílio doença, acima de 15 dias.
A primeira secretária do sindicato, Luciane da Silva, diz que há problemas de excesso de trabalhos nos CMEIS, com a ausência das auxiliares de creche. Conforme ela, na negociação salarial havia sido prometido um estudo para a colocação de auxiliares de creche nos centros municipais de educação infantil para a substituição de servidoras que estiverem de licença, grávidas ou de férias. De acordo om Luciane, a falta é de duas auxiliares de creche em cada um dos 18 CMEIs da cidade.