Situação apresenta substitutivo e Projeto de lei antifumo é novamente retirado de pauta gerando polêmica na Câmara de Vereadores de Concórdia
A penúltima sessão de 2009 na Câmara de Vereadores de Concórdia, na noite de ontem, foi de tirar o fôlego. O que já era previsto, aconteceu. O Projeto de Lei Antifumo do vereador Rogério Pacheco, do PSDB, foi engavetado pela terceira vez. Nas duas primeiras, porque o vereador Dirceu Biondo, do PMDB, pediu vistas e depois sobrestamento.
Desta vez, o projeto travou em um substitutivo apresentado pelos vereadores da situação, que só não entrou para votação porque os vereadores Rogério Pacheco e Closmar Zagonel não assinaram a proposta. A oposição alegou que não teve tempo para analisar o substitutivo porque o mesmo foi enviado para as bancadas de última hora. O único da oposição que assinou foi o vereador Dirceu Biondo.
O vereador Evandro Pegoraro, do PT, afirmou que o substitutivo melhora o antigo projeto porque determina, por exemplo, a realização campanhas educativas antes de sair multando os fumantes.
Rogério Pacheco declarou que até acreditou que a novela iria terminar na noite de ontem, porque o projeto já tramita na Câmara de Vereadores há 90 dias. Pacheco fez duras criticas e classificou o ato como uma malandragem política. Prá encerrar o desabafo, Pacheco disse estranhar que no substitutivo vários pontos que colocavam em prova a legalidade do atual projeto da lei antifumo não foram avaliados.
O líder do governo, vereador Dejalma Lazzarotti, do PT, afirmou que o substitutivo vai ser votado, mesmo que só em fevereiro de 2010, quando retornam as Sessões Ordinárias.
Dirceu Biondo usou a tribuna para defender não o atual projeto, mas sim o substitutivo apresentado pelos vereadores da situação. Alegou que o atual projeto do colega Pacheco criminaliza o fumante.
Irritado com as declarações de Pacheco, o vereador Evandro Pegoraro retornou à Tribuna e disse que ninguém quer ser o pai do projeto. Afirmou que a proposta não tem cunho político e disse ainda que se alguém fez malandragem em Concórdia, "foram aqueles que destruíram com instituições do município".
Para encerrar o bate boca, Closmar Zagonel, falou que nos nove anos que está na Câmara de Vereadores, essa foi o pior. Na avaliação do vereador esse foi o período que menos se discutiu projetos de interesse real da comunidade.
O presidente da Câmara de Vereadores, Alaor Camilllo rebateu as criticas de Zagonel com números. Disse que o Legislativo Municipal apreciou neste ano 466 matérias, com destaque para 159 indicações, 55 requerimentos, 22 moções, 125 projetos de lei complementar e 68 projetos de decreto legislativo.